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Porque é que Sophia é da Arábia Saudita? Porque Ben Goertzel gosta da comida de lá

NurPhoto/Getty

“Parece-me interessante pôr um robô a ler a Constituição de um país e depois perceber como é que ele responde a determinadas situações”, completa o diretor científico da Hanson Robotics e fundador da SingularityNET

Foi em 2017 que Sophia fez história no mundo da inteligência artificial: tornou-se o primeiro robô a obter cidadadia de um país, neste caso da Arábia Saudita.

Um ano volvido, houve quem quisesse saber por que motivo foi este o país escolhido por Ben Goertzel, o seu criador. A resposta arrancou algumas gargalhadas. "Gosto da comida de lá", atirou o diretor científico da Hanson Robotics e fundador da SingularityNET.

Na sua postura original, com uma t-shirt onde não podia faltar um robô e o seu habitual chapéu de cowboy malhado, continuou a explicar, durante a conferência de imprensa que ele e Sophia deram esta quarta-feira durante a Web Summit, que "este foi o país que aceitou Sophia". Realça, contudo, que "a Hanson Robotics não tem qualquer investimento da Arábia Saudita".

Mas afinal por que motivo é tão importante um robô ter cidadania?, pergunta um jornalista. "Parece-me um puzzle intelectual interessante pôr um robô a ler a Constituição de um país e depois perceber como é que ele responde a determinadas situações. É muito interessante para mim como investigador", completa o também fundador e diretor executivo da SingularityNET.