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Trabalhadores dos estaleiros de Viana estão em São Bento

Os trabalhadores foram retidos pelas autoridades na Calçada da Estrela, entre o Parlamento e o Palácio de São Bento

Tiago Miranda

Manifestação de protesto contra a indefinição do futuro da empresa de Viana do Castelo ficou retida nas proximidades da residência oficial do primeiro-ministro.

Cerca de 500 trabalhadores dos Estaleiros Navais de Lisboa estão reunidos nas imediações da residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa.

Os trabalhadores pretendem denunciar a situação vivida pela empresa, que está praticamente parada há dois anos, sendo este o quinto protesto - o segundo em Lisboa - desde junho de 2011.

O protesto contra a indefinição sobre o futuro da empresa inicou-se na Rua Braancamp e seguiu em direção ao Palácio de São Bento, onde os trabalhadores dos estaleiros pretendem fazer a entrega de uma missiva dirigida a Passos Coelho.

No entanto, a 'manif' foi parada pelas autoridades policiais a meio da subida da Calçada da Estrela, entre o Parlamento e a casa oficial do chefe do Estado, onde estacionou entretanto carrinha-palco da CGTP e de cujo palanque têm discursado diversos elementos. A ação de protesto decorre com normalidade.

No documento que pretendem entregar ao gabinete do primeiro-ministro, os trabalhadores reclamam a viabilidade dos estaleiros e pedem que o processo de reindustrialização anunciado pelo ministro da Economnia "comece" precisamente com a empresa de Viana do Castelo.



Os trabalhadores pedem também a libertação de 27 milhões de euros para aquisição de aço e motores necessários ao arranque da construção de dois navios asfalteiros para a Venezuela.

Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, associou-se à marcha e desfilou juntamente com os trabalhadores. Mais tarde, juntaram-se também Garcia Pereira, dirigente histórico do PTCP-MRPP, e Arménio Carlos, líder da CGTP, que em breve discursará.