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Perfumes: cheirar bem pode fazer-lhe mal

Os perfumes cheiram bem mas podem ser prejudiciais à saúde. Alergias e perturbação do funcionamento endócrino são algumas das reacções provocadas pela associação de determinadas substâncias químicas.

Cândida Santos Silva (www.expresso.pt)

Afinal cheirar bem pode não ser bom. Um estudo divulgado pela ONG Defesa Ambiental revelou que várias marcas de perfume contêm pelo menos dez agentes químicos secretos potencialmente perigosos para a saúde.

Segundo a investigação, o efeito da associação de substâncias químicas pode provocar reacções alérgicas e perturbação do funcionamento endócrino.

A partir dos testes, que foram realizados por um laboratório independente da Califórnia, nos Estados Unidos, verificou-se que 12 dos 17 perfumes testados continham ftalato de dietilo. Esta substância pode provocar o desenvolvimento anómalo dos órgãos genitais de bebés do sexo masculino e com problemas no esperma dos homens adultos.

Neste estudo conclui-se também que cada produto analisado contém em média 14 subs-tâncias químicas que não aparecem no rótulo. Uma possibilidade garantido pelo direito dos fabricantes de manterem segredo das fórmulas. De acordo com a investigação, o perfume mais perigoso é o Seventy Seven da American Eagle, que possui 24 componentes perigosos. Também Halle e Lo Glow, das actrizes Halle Bery e Jennifer López, respectivamente, contêm sete substâncias capazes de perturbar o sistema endócrino, influenciando ainda a glândula tiróide.

Em 2005, a Greenpeace já alertara para os perigos de alguns perfumes conhecidos internacionalmente, como o Eternity da Calvin Klein e o LeMâle de Jean-Paul Gaultier, em que foram detectadas grandes quantidades de ftalato de dietilo. Entre as 36 fragrâncias analisadas, só GloriaVanderbilt's e Bogner's HighSpeed não continham estas substâncias.