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Pedido de libertação de Sócrates escrito numa fotocópia do "Jornal de Notícias"

FOTO NUNO BOTELHO

"Esta não é uma maneira séria de apresentar um pedido de habeas corpus", declara indignado o conselheiro Manuel Joaquim Braz no despacho que recusa o segundo pedido de libertação de José Sócrates.

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista de Sociedade

Jorge Domingos Andrade é professor em Penafiel e apresentou esta semana, no Supremo Tribunal de Justiça, o segundo pedido de libertação imediata de José Sócrates. O pedido, que nem sequer foi apreciado, era uma fotocópia de uma página do "Jornal de Notícias" e estava escrito nos espaços deixados em branco pelos textos da notícia e na parte de trás da fotocópia.

"Esta não é uma maneira séria de apresentar um pedido de habeas corpus", reage indignado o conselheiro Manuel Joaquim Braz. O documento era de "difícil leitura" e tinha "rasuras", refere o tribunal no despacho de recusa.

Esta é a segunda vez em dois dias que o Supremo recusa um pedido de habeas corpus. O primeiro, feito por um jurista que se tinha tentado imolar em 2007, foi igualmente recusado e o signatário condenado a pagar mais de 1300 euros.

Jorge Andrade não terá de pagar quaisquer custas.