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Sociedade

Papa muda hábitos e lava os pés a raparigas

Num gesto destinado a apresentar uma imagem mais humilde da Igreja, o Papa Francisco mudou a habitual celebração da Última Ceia de Cristo para um centro de detenção juvenil e lavou os pés a reclusos, incluindo duas raparigas. 

Alexandre Costa e Maria Luiza Rolim

A homília do Papa esta manhã na Basílica de São Pedro deu niciou a quatro dias de cerimónias de celebração da Páscoa, que hoje contou com a tradicional Última Ceia de Cristo transposta para o centro de correção juvenil Casal del Marmo, a norte de Roma. Nunca um Papa lavou os pés a uma mulher, mas Francisco ignorou as regras e lavou os pés a duas raparigas, uma italiana católica e uma sérvia muçulmana.

Reproduzindo a imagem de humildade de Cristo a lavar os pés dos apóstolos, o Papa lavou e beijou os pés de 12 detidos, antes da simbólica Última Ceia. Esta celebração costuma decorrer na basílica de São João de Latrão.

No centro encontram-se detidos 46 jovens, 35 rapazes e 11 raparigas, entre os 14 e os 21 anos de idade. A maioria são estrangeiros, muçulmanos e ateus.

Na sua homilia, o Papa explicou aos rapazes e raparigas o simbolismo da cerimónia: "Lavar os pés é: eu estou ao teu serviço. Mas o que significa isto? Significa que devemos ajudar uns aos outros".

Ir ao encontro dos outros

"A Semana Santa desafia-nos a sairmos de nós próprios para irmos de encontro às necessidades de outros: daqueles que precisam de ouvir algo reconfortante", declarou o Papa.

Amanhã, o Papa irá recitar a Paixão de Cristo, na Basílica de São Pedro, antes de presidir uma cerimónia no Coliseu de Roma, o local onde milhares de cristãos foram martirizados.

Sábado, o Papa Francisco participa na vigília da Páscoa na Basílica de São Pedro. No dia seguinte irá celebrar a missa da Páscoa em frente a milhares de pessoas na Praça de São Pedro.