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Morreu iluminador Orlando Worm (1938-2010)

Morreu co fundador da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo. Orlando Worm iluminou teatros, bailados, óperas, jardins, concertos, recitais e exposições.

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)

Muito mais do que um iluminador, um desenhador de luz, era considerado um "mestre incontestado", uma pessoa iluminada. Orlando Worm, cofundador, com Graça Barroso e Vasco Wellenkamp, da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, tinha 71 anos.

Segundo Vasco Wellenkamp, era "um homem de grande humanismo, que ensiou gerações" de técnicos e desenhadores de luz. Era também uma pessoa prática, e para ele parecia não haver problemas insolúveis. "Com uma linha, um fósforo, um parafuso, resolvia tudo".

Ricardo Pais considerava-o "um mestre incontestado", "o melhor técnico deste país".

Mais de cinco décadas de carreira

Estreou-se no palco como figurante na "Aïda", de Verdi, no Coliseu de Lisboa. Tinha apenas 16 anos. Pouco tempo depois, passou a técnico de cena do mesmo espaço cultural, eletricista e técnico de cena no Grupo Experimental de Bailado da Fundação Gulbenkian, atual Ballet Gulbenkian.

Ao longo de mais de 50 anos de carreira, iluminou teatro, bailado, ópera, jardins, concertos e exposições. Em 2006, foi distinguido com o prémio Luzboa-Shréder.

Durante três anos trabalhou no Teatro Nacional São João, no Porto, e esteve ligado a companhias independentes como o Teatro da Cornucópia, Escola da Noite e Teatro Experimental do Porto.

Era, ainda,  "um homem de música, um barítono de alta qualidade", como diz Ricardo Pais. "Um grande músico e um homem de grande cultura", acrescenta Vasco Wellenkamp.

Esteve muitos anos na Fundação Gulbenkian e integrou o Coro Gulbenkian.

Orlando Worm morreu dia 04, em Lisboa, de cancro.