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General Melo Egídio morre aos 89 anos

Melo Egídio foi governador de Macau entre 1974 e 1979 e chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas entre 1981 e 1984. Funeral sai amanhã.

O ex-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e antigo governador de Macau, general Melo Egídio, faleceu esta madrugada no Hospital Militar, em Lisboa, confirmou à agência Lusa fonte militar.  Tinha 89 anos

Nuno Viriato Tavares de Melo Egídio foi governador de Macau entre 1974 e 1979 e chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas entre 1981 e 1984, sucedendo a Ramalho Eanes.  

Em Macau, Melo Egídio sucedeu ao general Garcia Leandro como governador.

O corpo de Melo Egídio estará a partir desta tarde em câmara ardente na Basílica da Estrela, estando o funeral previsto para as 13h30 de quinta-feira, no cemitério do Alto de São João.

Aguiar Branco exalta "patriotismo" de Melo Egídio

O ministro da Defesa recordou hoje Melo Egídio como um militar com papel "relevante" na construção da democracia portuguesa e que "elevou alto" o nome do país, assinalando o seu "sentido de serviço público e patriotismo".

"Lamento a ocorrência, é sempre um momento em que devemos fazer uma reflexão sobre os portugueses que no passado contribuíram de forma relevante, como foi o caso, para a construção da democracia e para elevar alto o nome de Portugal", afirmou José Pedro Aguiar Branco.

O governante falava aos jornalistas no final de uma audição na Comissão Parlamentar de Defesa Nacional, na Assembleia da República, que decorreu à porta fechada.

"Neste momento, rendo homenagem a esse português que fez o seu melhor e fez o seu melhor honrando o seu país e prestando um serviço que hoje devemos sempre registar, numa época em que o sentido de serviço público e de patriotismo andam às vezes arredados", sublinhou Aguiar Branco aos jornalistas.

Na opinião do ministro da Defesa, são exemplos como o do general Melo Egídio "que devemos reter".