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Costa Martins, o militar que fez bluff (1938-2010)

O coronel da Força Aérea José Inácio da Costa Martins, nasceu em Messines, em 1938, e faleceu sábado à noite vítima de um acidente aéreo.

O militar Costa Martins fez bluff no 25 de Abril. Estava responsável pela tomada de um dos pontos estratégicos, o aeroporto de Lisboa, onde chegou sozinho mas anunciou que a zona estava cercada por forças militares. 

Estava tudo estudado e programado, José Inácio da Costa Martins deveria ter o apoio das forças terrestres, "que deveriam ter secundado a aproximação, mas atrasaram-se", recordou o militar de Abril Tasso Figueiredo.  

Costa Martins percebeu que "estava sozinho, mas disse que o aeroporto estava cercado por forças militares", lembrou o amigo desde os tempos de conspiração.   

Depois do sucesso da operação, António Spínola convida-o, a 31 de Maio de 1974, a desempenhar as funções de membro do Conselho de Estado.  

Costa Martins seria também convidado para o cargo de ministro do Trabalho dos governos provisórios do primeiro-ministro Vasco Gonçalves. Aceitou a função que ocupou até ao final de 1975, altura em que Vasco Gonçalves perde a sua influência na sequência do Verão Quente. Com a transição do poder para o Almirante Pinheiro de Azevedo, o então major Costa Martins abandona também o cargo e o país. 

Tasso Figueiredo recorda que a sua carreira seria "reconstruída" muitos anos mais tarde, "a partir de um processo judicial que moveu contra o Estado, representado pela Força Aérea". Foi então que viu resposta a sua antiguidade e acabou promovido no posto de Coronel, sem nunca ter voltado às fileiras.

Atualmente dividia o seu tempo entre a sua casa de Lisboa e o Algarve. O coronel da Força Aérea José Inácio da Costa Martins, nasceu em Messines, em 1938, e faleceu sábado à noite vítima de um acidente aéreo. A aeronave onde seguia caiu próximo da localidade de Ciborro, concelho de Montemor-o-Novo, numa herdade junto à pista particular de onde levantou voo.

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.