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Áreas protegidas com marca

A Reserva Natural das Berlengas é uma das áreas protegidas registadas no portal Natural.pt

Rui Ochôa

Natural.pt é a nova marca que quer agregar a conservação da natureza à dinamização económica dos territórios abrangidos pelas áreas protegidas. O logótipo e a estratégia foram esta sexta-feira apresentados em Sintra.

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Natural.pt é a nova marca criada pelo Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território para valorizar as 45 áreas protegidas nacionais e promover a sua afirmação enquanto destinos de turismo da natureza e territórios potenciadores do desenvolvimento económico local.

O logótipo - com as palavras "natural" a cor de vinho tinto e "pt" em verde erva, com as quinas de Portugal e uma folha de sobreiro - foi esta sexta-feira lançado no Palácio da Vila, em Sintra.

O objetivo é "apostar de forma integrada nos recursos endógenos, na biodiversidade e na cultura portuguesa", lê-se no documento apresentado. "Ao longo de décadas, as populações têm encarado as áreas protegidas como um entrave ao desenvolvimento económico, mas com a nova marca e a nova estratégia pretendemos melhorar as condições de visitação, promover os produtos e as atividades lá desenvolvidas e conservar a biodiversidade", defende, em declarações ao Expresso, Miguel Castro Neto, secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza.

Para mostrar do que se fala, estão expostos, até este sábado em Sintra, alguns dos produtos produzidos nestes territórios, como vinho, mel ou artesanato. E também  algumas das atividades propostas, como visitas, percursos pedestres ou observação de aves, além dos valores naturais que cada um dos parques ou reservas naturais possui e procura conservar.

Estes valores, produtos e serviços passam a partir de agora a constar do novo portal natural.pt. O site na internet abriu portas esta sexta-feira e nele consta o modelo de adesão para que empresários agrícolas, da restauração, da hotelaria, da animação turística ou de outros projetos locais possam candidatar-se a exibir a nova marca de distinção nacional nos seus produtos e serviços. Paralelamente, poderão também vir a candidatar os seus projetos aos fundos comunitários do quadro estratégico 2014-2020.

"Acreditamos que se conseguirmos investir nas áreas protegidas, em paralelo com a dinamização das atividades económicas, garantimos a sua dinamização a longo prazo", sublinha Miguel Castro Neto. O projeto conta com a parceria do Turismo de Portugal e o governante acredita haver "condições para um crescimento massivo do turismo de natureza em Portugal".

Atualmente já existem 400 empresas associadas ao turismo da natureza a operar no país e contam-se 230 mil visitantes anuais. Mas estes números podem vir a multiplicar-se, tendo em conta estudos que estimam que este tipo de turismo "pode crescer 100% e atingir 43 milhões de viagens em 2015" no espaço europeu.  

O projeto envolve 45 parques, reservas e monumentos naturais da Rede Nacional das Áreas Protegidas do continente, gerida pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Estas áreas distribuem-se por cinco regiões e abrangem 84 concelhos, ocupando um total de 685 mil hectares de área terrestre e 54 mil hectares de área marinha.