Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Abate de girafa em Copenhaga envolto em polémica

Girafa foi abatida no zoo da capital dinamarquesa e atirada aos leões. Apoio da Associação Europeia de Zoos e Aquários não evitou contestação popular.

Nathan Fernandes

Uma petição online com mais de 20 mil assinaturas não foi suficiente para evitar o abate de uma girafa, este domingo, em Copenhaga, por funcionários do jardim zoológico da cidade. A ação, que foi apoiada pela Associação Europeia de Zoos e Aquários (AEZA), continua a gerar polémica. A morte de "Marius foi uma medida de preservação da espécie por parte do zoo, porquanto o macho com 18 meses de vida tinha um elevado grau de parentesco com os restantes sete animais com que coabitava. Combater a endogamia (cruzamento de parentes próximos, o que acaba por não garantir a diversidade genética) poderia causar problemas em futuras crias pela consanguinidade. A AEZA trabalha com alguns dos maiores zoos europeus e afirma trabalhar para conservar a variedade genética e alcançar altos padrões nos cuidados com animais. Depois de abatida, a girafa foi esquartejada e serviu de alimento para os leões presentes no zoo de Copenhaga. Concluído o abate, todas as restantes operações puderam ser seguidas pelos visitantes, muitos deles crianças. Houve quem protestasse, mas elementos do zoo defenderam-se dizendo que cabia aos adultos decidirem se os filhos poderiam assistir ao que foi considerado uma exposição importante do conhecimento científico. O abate de "Marius", ontem concluído, desencadeou enormes protestos e reacendeu a discussão sobre as condições dos animais em jardins zoológicos. Uma petição online contra a morte da girafa somou 20 mil assinaturas e um funcionário do zoo de Copenhaga disse que ele e a família foram alvo de ameaças. Segundo a administração do espaço, outros jardins zoológicos ofereceram-se para ficar com a girafa e até uma proposta privada de 680 mil dólares (cerca de 500 mil euros) foi apresentada para a compra do animal. Mas todas as propostas foram recusadas porque a AEZA dizia não ser possuidora dos animais, apenas responsável pelos mesmos e, por isso, estar impedida de comercializá-los com entidades que não sigam as mesmas regras.

"Marius" era uma girafa saudável do zoo de Copenhaga, com apenas 18 meses
1 / 7

"Marius" era uma girafa saudável do zoo de Copenhaga, com apenas 18 meses

Apesar dos protestos e da petição contra...
2 / 7

Apesar dos protestos e da petição contra...

... o animal acabou por ser abatido...
3 / 7

... o animal acabou por ser abatido...

... numa tentativa de evitar a reprodução entre animais geneticamente parecidos
4 / 7

... numa tentativa de evitar a reprodução entre animais geneticamente parecidos

Depois de morta, a girafa foi desmembrada, ação presenciada por muitas crianças...
5 / 7

Depois de morta, a girafa foi desmembrada, ação presenciada por muitas crianças...

.
6 / 7

.

... e os restos da carcaça dados aos leões do zoo de Copenhaga
7 / 7

... e os restos da carcaça dados aos leões do zoo de Copenhaga