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Mais de sete mil alunos tiram curso superior sem ir à universidade

Sérgio Silva, 39 anos, vive no Vietname e está a tirar um doutoramento na Universidade Aberta

d.r.

Das aulas emitidas na RTP aos cursos virtuais acessíveis em todo o mundo. A Universidade Aberta, a única instituição de ensino superior à distância, completa trinta anos

António, 57 anos, não voltou aos bancos da universidade — até porque está preso e não pode ter contacto com colegas e professores. Mas não é isso que o impede de estar a tirar um mestrado em “Estudos sobre a Europa”. Aprende através de uma pen com conteúdos que os docentes enviam e os “guardas Rocha e Castro”, do Estabelecimento Prisional do Porto, lhe entregam. Não o faz para “ocupar” o tempo livre, mas para “aproveitá-lo”, conta, em resposta escrita ao Expresso.

“O meu futuro será tanto melhor quanto maior for a minha educação. É uma forma de ser melhor ser humano. E também de aumentar a minha valorização profissional. Por isso estudo e estudarei”, afirma o licenciado em Direito, condenado em 2015 a uma pena de seis anos por crimes de burla e falsificação de documentos.

No caso de Sérgio Silva, 39 anos, também não é a distância que o afasta do ensino numa universidade portuguesa. A partir de Ho Chi Minh, o arquiteto que se mudou para o Vietname em 2011 está a tirar o doutoramento em Sustentabilidade Social e Desenvolvimento.

António e Sérgio são apenas dois dos 7500 alunos inscritos em licenciaturas, mestrados e doutoramentos da Universidade Aberta (UA), a mais nova das universidades públicas e que comemora agora 30 anos de vida. No início como hoje, assegurar o ensino à distância aos falantes de português que não podem estar fisicamente presentes numa sala de aula, por estarem fora ou por não terem horários compatíveis, continua a ser a missão da UA, que já formou, no total, quase 33 mil diplomados.

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