Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Comissão de inquérito vai visitar Tancos e inicia audições em janeiro

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues (dta.) acompanhado pelo deputado do Partido Socialista, Filipe Neto Brandão (esq.) após dar posse ao mesmo como presidente da Comissão de Inquérito sobre as consequências e responsabilidades políticas do furto do material militar ocorrido em Tancos

MIGUEL A. LOPES/LUSA

A partir de janeiro, começam as audições de pelo menos 63 personalidades e entidades, de acordo com as propostas apresentadas pelos partidos e aprovadas na reunião de quarta-feira

A comissão de inquérito ao furto de material de militar de Tancos vai reunir-se duas vezes por semana e começa as audições às 63 personalidades em janeiro, segundo o calendário acordado, hoje divulgado.

Um deputado da comissão disse esta sexta-feira à Lusa que, após a semana do Natal, a comissão vai também fazer visitas a Tancos e ao Campo Militar de Santa Margarida, para onde foi transferida grande parte do material após o furto, em junho de 2017.

A partir de janeiro, começam as audições de pelo menos 63 personalidades e entidades, de acordo com as propostas apresentadas pelos partidos e aprovadas na reunião de quarta-feira.

A comissão vai ouvir, até maio de 2019, 63 personalidades e entidades, incluindo o depoimento, por escrito, do primeiro-ministro, António Costa.

A comissão parlamentar de inquérito sobre as consequências e responsabilidades políticas do furto do material militar dos paióis de Tancos iniciou os trabalhos em 14 de novembro e tem como objeto "identificar e avaliar os factos, os atos e as omissões" do Governo "relacionados direta ou indiretamente com o furto de armas em Tancos", de junho de 2017, data do furto, ao presente, e "apurar as responsabilidades políticas daí decorrentes".

O furto do material militar, entre granadas, explosivos e munições, dos paióis de Tancos foi noticiado em 29 de junho de 2017.

Em setembro, a investigação do Ministério Público à recuperação do material furtado, designada Operação Húbris, levou à detenção para interrogatório de militares da Polícia Judiciária Militar e da GNR e foi nessa altura que o CDS anunciou a comissão de inquérito, aprovada apenas com a abstenção do PCP e do PEV.

A comissão tem o prazo de 180 dias, até maio de 2019, prorrogável por mais 90, para chegar a conclusões.