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Ensino doméstico dispara em Portugal

A antiga primária da Beirã, em Marvão, esteve 20 anos fechada. Hoje acolhe cinco crianças em ensino doméstico. O espaço onde aprendem não é em casa, mas são os pais que definem o modelo e os valores a transmitir

FOTO JOÃO SILVA

Em 2012 só 63 crianças aprendiam em casa. Hoje são 909 em todo o país. Ministério da Educação vai impor regras mais exigentes e restritivas

Joana Pereira Bastos

Joana Pereira Bastos

Editora de Sociedade

Há 20 anos que a escola da freguesia da Beirã (Marvão) se mantinha de portas fechadas. Tal como milhares de outras no interior do país, sucumbiu à redução imparável de crianças. Até ao ano passado. A pedido de dois casais que não queriam manter os filhos no ensino ‘tradicional’, a Câmara e a Junta aceitaram reabrir as duas salas e pagar a água e a luz para que Nina e Salvador ali aprendessem. Ao seu ritmo, sem notas, sem estarem sentados à frente do professor durante 90 minutos e sem tempos predeterminados para Matemática ou Português. Ambos passaram a estar registados como alunos do ensino doméstico, um modelo alternativo ao tradicional, definido pelos pais e que está a ganhar adeptos em Portugal.

Os dados do Ministério da Educação não deixam dúvidas: há cinco anos havia apenas 63 crianças e jovens inscritos em ensino doméstico ou individual (lecionado por um professor habilitado). Hoje são 909 em todo o país. Só este ano, o número subiu 47%. A maioria aprende em casa, com os pais.

O Ministério da Educação prepara-se para aprovar novas regras, mais exigentes, que devem entrar em vigor já no próximo ano letivo.

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