Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Tempestade Leslie. Milhares de clientes MEO continuam sem internet e telemóvel em Montemor-o-Velho

Quase um mês depois da passagem da tempestade Leslie, residentes das freguesias de Amieiro, Arazede e Carapinheira estão sem telecomunicações, apesar das centenas de queixas dos clientes para a operadora MEO. Altice promete reposição completa de todos os serviços até fim do mês

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Milhares de clientes da rede MEO continuam sem serviço de internet, televisão, telefone fixo e móvel nas suas residências em várias freguesias do concelho de Montemor-o-Velho, desde a passagem da tempestade Leslie, a 13 de outubro. Entre as freguesias ainda sem reposição de comunicações estão as de Amieiro, Arazede e Carapinheira, apesar das centenas de queixas dos clientes MEO.

De acordo com Fernando Matos, empresário de seguros, só os clientes de operadoras com rede cabo têm comunicações, enquanto quem aderiu à fibra continua sem internet, televisão, telefone fixo e móvel, “afetando milhares de utentes a nível pessoal e profissional”. Como trabalhador por conta, afirma que a falta de telecomunicações já lhe causou “severos prejuízos”, dado só conseguir fazer alguns contactos em algumas zonas da via pública.

“É um constrangimento enorme, pois para trabalhar preciso de aceder à internet para poder fazer contratos e resolver serviços”, diz Fernando Matos, que se queixa de já ter feito dezenas de contactos para o serviço de atendimento ao cliente da Altice, só por uma vez tendo conseguido passar da operadora para um responsável superior. “Primeiro atendendiam e diziam que a situação estava a ser resolvida, depois houve alturas em que não atendiam e, por fim, apresentei uma queixa formal contra a MEO”, refere. Esta quinta-feira, conta que finalmente foi deslocado um técnico ao local da sua residência, em Amieiro, mas que informou não ser possível o restabelecimento de ligações esta semana.

A Câmara de Montemor-o-Velho e os presidentes de junta de freguesia locais também já fizeram participações à Altice, tendo André Figueiredo, do gabinete de Coordenação e Assuntos Corporativos da Altice justificado à autarquia, a 30 de outubro, em carta dirigida ao presidente Emílio Torrão, e aos eleitos locais que se encontram no terreno mais de meio milhar de colaboradores que “de forma árdua” têm promovido a reposição dos serviços afetados pela tempestade, não só no distrito de Coimbra, mas ainda em Viseu, Leiria e Aveiro.

Ao Expresso, a Altice assegura já ter efetuado a “religação dos serviços dos muitos milhares de clientes, dando prioridade a clientes críticos como Centros de Saúde, Escolas ou Entidades Públicas”. “Uma das principais preocupações da Altice Portugal foi instalar e disponibilizar equipamentos redundantes (VSAT) que permitissem a comunicação por parte de instituições críticas, mantendo-se os equipamentos disponíveis e no local para utilização das mesmas”, esclarece a operadora.

Ainda segundo o Gabinete de Comunicação da empresa de telecomunicações, alguns dos trabalhos de reposição foram atrasados por factores alheios, “como atos de vandalismo ou dificuldades de contacto com alguns clientes afetados”. A Altice prevê uma reposição completa de todos os serviços identificados nestas freguesias, até fim do mês.

Em relação aos utentes sem comunicações no último mês, a empresa refere que “cada situação será analisada individualmente, de forma a que nenhum cliente seja ainda mais penalizado”. A Altice informa que os clientes que continuem a sofrer perturbações no serviço contactem o 800 200 177, disponível todos os dias das 8h00 às 24h00.