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Lisboa. Estacionamento tarifado chega a Telheiras em 2019

José Carlos Carvalho

Num folheto distribuído aos residentes na zona, o presidente da Junta de Freguesia do Lumiar avisa que a entrada da EMEL “nos pontos mais críticos” de Telheiras surge “na sequência de vários pedidos de muitos moradores", estando a autarquia a “acompanhar o processo”, em articulação com a empresa de estacionamento

O estacionamento em Telheiras, Lisboa, vai ser tarifado pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) a partir do início do próximo ano, uma solução que surge após pedidos de moradores, anunciou a Junta do Lumiar.

Num folheto distribuído pela Junta de Freguesia aos moradores, o presidente, Pedro Delgado Alves, avisa que a entrada da EMEL “nos pontos mais críticos” de Telheiras surge “na sequência de vários pedidos de muitos moradores", estando a autarquia a “acompanhar o processo”, em articulação com a empresa de estacionamento.

“É uma medida necessária para melhorar a utilização do espaço público, evitando que os bairros se tornem meras zonas de estacionamento desligadas da sua vida própria, criando áreas reservadas aos moradores e assegurando acesso de estacionamento a quem vem ao comércio local”, defendeu o autarca.

Pelo seu lado, a EMEL destacou que, “com o ordenamento da Freguesia de São Domingos de Benfica, alguns dos carros que aí estacionavam mudaram-se para Telheiras, contribuindo para o aumento do estacionamento desordenado na Freguesia”, pelo que o objetivo é “reduzir o número de carros que não são do bairro e libertar lugares para quem vive e trabalha em Telheiras”.

De acordo com a informação disponibilizada, os residentes e os comerciantes já podem pedir os respetivos dísticos de estacionamento, de preferência até 21 de dezembro.

Segundo a autarquia, são mais de 3.300 lugares disponibilizados para moradores, comerciantes e visitantes.

Os trabalhos de intervenção começaram em meados de outubro na zona 140, compreendida entre a Rua Professor Francisco Gentil, a Rua Professor Vieira de Almeida, a Rua Professor Fernando Fonseca e a Avenida General Norton de Matos (Segunda Circular).

"Também em novembro se iniciarão os trabalhos de pintura das zonas 14K (parcialmente, entre a 2ª Circular e a R. Fernando Namora), 14L (Telheiras - núcleo central) e 14M (envolvente do Estádio Alvalade XXI), com a sinalização vertical e parquímetros a serem instalados em dezembro", sendo "o estacionamento tarifado ativado nestas zonas em janeiro de 2019", acrescentou a autarquia.

Os dísticos de residentes e de comerciantes podem ser solicitados nos postos de atendimento da EMEL ou da junta de freguesia, nomeadamente no Polo de Telheiras.

Por cada habitação podem ser atribuídos até três dísticos para a zona de residência, renováveis anualmente, e para uma segunda zona contígua à escolha.

O primeiro dístico por agregado está sujeito ao pagamento anual de 12 euros de emolumentos, o segundo dístico por agregado custa 30 euros anuais e o terceiro 120 euros por ano.

Para as empresas, o dístico custa 25 euros mensais, mais 12 euros anuais de emolumentos e permite estacionar na zona correspondente à da atividade.

Os moradores podem ainda optar por avenças mensais de estacionamento em três parques cobertos e vigiados, com um total de 323 lugares, pelo valor mensal de 35 euros.

Os parques disponibilizados são o Telheiras Nascente, na Rua Professor Eduardo Araújo Coelho, a Garagem Aldeia de Telheiras, na Rua Professor Gentil (este exclusivo para moradores), e o Parque Telheiras Poente, na Rua Professor Vieira de Almeida.

A 04 de outubro, numa reunião descentralizada para ouvir os moradores das freguesias de Santa Clara e do Lumiar, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) defendeu que a entrada da EMEL em Telheiras, já então prevista para janeiro, “vai melhorar significativamente” o estacionamento.

Cerca de 1.140 pessoas assinaram até hoje uma petição considerando que a "a vinda da EMEL não é requerida nem necessária, nem foi solicitada pelos moradores de Telheiras, uma vez que receiam um impacto contraditório com os seus legítimos interesses, e porque a regulação do estacionamento carece de um trabalho prévio que até ao momento desconhecem".