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Sociedade

Grupo de 11 hospitais premiados com mais autonomia

As unidades com melhor desempenho vão ter liberdade de gestão já em 2019. Medida há muito faz parte das exigências dos administradores hospitalares

É desta. Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão voltar a ter liberdade de gestão. A autonomia começará por ser devolvida ao grupo de unidades mais eficientes mas será progressivamente alargada às restantes.

A garantia de que a medida vai avançar no próximo ano foi dada esta terça-feira no Parlamento pela equipa ministerial da Saúde. A ministra Marta Temido adiantou que dos 44 hospitais e Unidades Locais de Saúde (ULS) do SNS, 11 vão assumir a liderança do processo, não só com liberdade de gestão como também com remuneração diferenciada face aos resultados alcançados.

“O grupo de 11 hospitais e ULS vão ter orçamentos equilibrados e condições para não fazerem mais um cêntimo de dívida”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos. O governante explicou ainda que vão existir mais dois grupos: um segundo igualmente em fase adiantada de mudança e um terceiro “que ao longo do ano desenvolverá as condições para acompanhar os grupos da frente”.

Aos deputados, Francisco Ramos sublinhou ainda que a medida não passa apenas por mais dinheiro - 500 milhões de euros adicionais nas dotações dos hospitais EPE - mas também por contratos programa concluídos atempadamente, contratos de gestão, programas de gestão e outros instrumentos sucessivamente reclamados pelas administrações hospitalares. Uma área que o secretário de Estado conhece bem, pois até voltar mais uma vez ao Governo tinha a seu cargo a gestão do IPO-Lisboa.