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Paddy Cosgrave: “Portugal é como uma segunda casa”

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O fundador da Web Summit chegou a Lisboa há pouco mais de uma semana. Em entrevista ao Expresso mostra-se entusiasmado com esta edição da cimeira de tecnologia, que começa esta segunda-feira

Chegou a Portugal há muito tempo?

Há pouco mais de uma semana, mas nos últimos tempos tenho ido e vindo várias vezes. Portugal é como uma segunda casa. Esta semana quase toda a equipa está cá, é muito entusiasmante.

Quando começou a preparar a edição?
Há 18 meses. Já estamos a planear 2019, mas neste momento o foco está na próxima semana. Pela primeira vez, desde que estamos em Lisboa, foi muito difícil preparar porque havia uma incerteza completa sobre se ficaríamos em Portugal ou se iríamos para outro sítio qualquer. Estamos muito contentes por ficar a longo prazo.

A decisão de ficarem mais uma década leva o Estado português a desembolsar €11 milhões por ano. Qual o retorno previsto para a economia nacional?
No ano passado o impacto económico, estimado pelo Governo, foi de €300 milhões. Ao longo de dez anos espero que seja igual, senão melhor. Mas não foi pelo impacto económico direto que os vários países queriam a Web Summit. Foi mais pela posição do país no mundo e a inspiração que poderia dar às próximas gerações. Não posso pôr um preço nisso.

O que podemos esperar este ano?
Muitas surpresas. Ao ser o maior encontro de empreendedores do mundo atrai a maior reunião de investidores em tecnologia, milhares de jornalistas e algumas grandes empresas.

Artigo originalmente publicado na edição semanal do Expresso de 3 de novembro de 2018.