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PNR manifesta-se no último dia do Web Summit contra retirada de convite a Le Pen

Marcos Borga

Numa publicação feita através da rede social Facebook, o Partido Nacional Renovador salienta que “o ‘desconvite’ feito a Marine Le Pen é uma vergonha que atenta contra a liberdade de expressão”, tratando-se também de uma “atitude totalitária”

O Partido Nacional Renovador (PNR) anunciou esta segunda-feira um "protesto contra a censura" no último dia da Web Summit, na quinta-feira, em Lisboa, por a organização ter retirado o convite à líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen.

Numa publicação feita através da rede social Facebook, o PNR salienta que "o 'desconvite' feito a Marine Le Pen é uma vergonha que atenta contra a liberdade de expressão", tratando-se também de uma "atitude totalitária".

Por essa razão, o partido nacionalista convocou um "protesto-boicote contra a censura dos que se consideram moralmente superiores" para as 18h de quinta-feira, em frente às instalações do evento, que decorre até esse dia no Altice Arena e na FIL, no Parque das Nações.

Esta é a terceira manifestação marcada em frente à Web Summit, que começa esta segunda-feira, juntando-se assim aos protestos dos polícias e dos professores.

Enquanto a manifestação dos polícias foi convocada pelo Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) para todos os dias do evento, visando exigir um descongelamento das carreiras, o protesto dos professores centra-se na distribuição de mensagens, em inglês e português, explicando aos visitantes que "estão num país que não respeita" os docentes, numa ação marcada pela Federação Nacional dos Professores.

O segundo e o quarto (e último) dias do evento serão ainda marcados por greves parciais dos trabalhadores do Metropolitano, entre as 6h e as 9h30, que justificam a paralisação com a discordância com a proposta de atualização salarial plurianual de 24,50 euros para os anos de 2018 e 2019, que deverão perturbar o serviço.

Para este ano, a organização já prometeu "a maior e a melhor" edição de sempre, com novidades no programa e o alargamento do espaço, sendo esperados mais de 70 mil participantes de 170 países.

A lista de oradores causou polémica, por incluir a líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, o que levou o presidente executivo da Web Summit, Paddy Cosgrave, a anunciar em meados de agosto a retirada do convite.

"É agora claro para mim que a decisão correta para a Web Summit é retirar o convite a Marine Le Pen", escreveu na altura Paddy Cosgrave na sua conta na rede social Twitter.

Sobre esta questão, o Governo chegou mesmo a esclarecer que não tinha intervenção na seleção de oradores da cimeira.

A Web Summit arranca esta segunda-feira, em Lisboa, com o inventor da web a partilhar a sua visão sobre a rede que criou há quase 30 anos e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a abordar o futuro digital.

Além do alargamento do espaço, na edição deste ano haverá três novos palcos.

Ao todo, serão 25 diferentes conferências dentro de uma só cimeira.

À semelhança das outras edições, haverá eventos paralelos à cimeira, como as ações de convívio noturnas Night Summit, no LX Factory, e as festas de final de dia Sunset Summit, no Pavilhão Portugal.

A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo Web Summit nasceu em 2010 na Irlanda.

Em 2016, a cimeira mudou-se para Lisboa, com uma previsão inicial de ficar três anos.

Porém, em outubro deste ano, foi anunciado que o evento continuará a ser realizado em Lisboa por mais 10 anos, ou seja, até 2028, mediante contrapartidas anuais de 11 milhões de euros e a expansão da Feira Internacional de Lisboa (FIL).