Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

A cada quatro dias morre um jornalista

Unesco lança campanha para combater os crimes contra jornalistas. Mais de mil profissionais morreram nos últimos 12 anos

O dia internacional pelo fim da impunidade dos crimes contra jornalistas, celebrado na passada sexta-feira na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, serviu para o lançamento de uma campanha da Unesco, organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, de alerta para a violência praticada contra os profissionais do jornalismo.

"É nossa responsabilidade garantir que os crimes contra jornalistas sejam punidos. Devemos cuidar para que possam trabalhar em condições de segurança", afirmou Andrey Azoulay, diretora-geral da Unesco. De acordo com a organização, um jornalista é assassinado a cada quatro dias, num total de 1010 mortes nos últimos 12 anos. E, segundo a Unesco, citada pelo site brasileiro "Último Segundo", nove em cada dez casos de crimes contra jornalistas, acabam por ficar impunes.

A diretora da Unesco sublinhou ainda o aumento do número de ataques e de situações de assédio a jornalistas mulheres. Num comunicado, um grupo de especialistas de Direitos Humanos aproveitou a data para pedir aos líderes mundiais que parem de incitar o ódio e a violência contra os jornalistas e que sejam capazes de garantir o cumprimento das punições aos responsávels pelas agressões. O texto cita de forma explícita a morte do jornalista saudita Jamal Kashoggi, assassinado no início deste mês na Turquia.