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Ryanair garante que vai aplicar lei local em resposta a carta de governantes europeus

ANATOLII STEPANOV/Getty

Tripulantes de cabine, incluindo de bases portuguesas, e pilotos têm exigido em vários países europeus que seja aplicada a lei local e não a irlandesa

A Ryanair informou esta quinta-feira estar a negociar com sindicatos para aplicar legislação local em contratos de funcionários, num comentário à carta assinada por cinco governantes europeus a instar a companhia aérea irlandesa a concluir acordos laborais.

"A Ryanair cumpre plenamente com toda a legislação laboral da União Europeia e continua a negociar com os seus colaboradores e os respetivos sindicatos por toda a Europa, sendo que já confirmámos que aplicaríamos a legislação local em contratos locais", lê-se numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

Em carta dirigida ao presidente executivo da companhia aérea de baixo custo, a que a Lusa teve acesso, os ministros do Trabalho da Bélgica, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Holanda consideram haver uma "janela de oportunidade" para a empresa concluir acordos que se tornem "bases para uma paz social sustentável".

"Esperamos sinceramente que se materializem [os acordos] nas próximas semanas", segundo os ministros, que argumentaram que o sucesso também vem responsabilidade.

"Lamentamos que a Ryanair enfrente um persistente conflito social com uma parte considerável do seu pessoal em diferentes Estados-Membros. Uma solução tem de ser encontrada com urgência", lê-se na carta, na qual se recorda que a comissária europeia para o Emprego Marianne Thyssen instou à aplicação da legislação laboral local o mais depressa possível.

Tripulantes de cabine, incluindo de bases portuguesas, e pilotos têm exigido em vários países europeus que seja aplicada a lei local e não a irlandesa.

A última greve europeia de trabalhadores aconteceu no final de setembro.

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    Menos tempo de licença de paternidade, dupla tributação fiscal e contratos irlandeses. Depois, há ameaça de despedimento se fizerem greve e o facto de quando adoecem terem de ir a Dublin justificar ausência, denuncia o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil. Todas estas são queixas dos funcionários portugueses da Ryanair, que esta sexta-feira – à semelhança dos colegas alemães, belgas, italianos e espanhóis – estão em greve