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Uma mulher, um esquilo e a polícia: a história do voo que se atrasou por causa de um “animal de apoio emocional”

Jeff J Mitchell/ Getty Images

As companhias aéreas norte-americanas permitem que os passageiros levem consigo na cabine o seu “animal de apoio emocional” gratuitamente

São sobretudo pessoas com diagnóstico de depressão, autismo ou até comportamentos psicóticos que recorrem a um “animal de apoio emocional”. Normalmente são cães. Desta vez foi um esquilo. Uma mulher preparava-se para embarcar num avião e levou o seu “animal de apoio emocional”. O problema é que ninguém contava que fosse um esquilo. A tripulação pediu-lhe para abandonar o avião, mas a passageira resistiu.

O caso aconteceu na terça-feira à noite num voo que fazia a ligação entre as cidades norte-americanas de Orlando e Cleveland. A mulher fez como manda a lei, acrescenta a “Time”, e informou a companhia área que se faria acompanhar na viagem por um “animal de apoio emocional” embora não tenha especificado o tipo de animal.

Quando a tripulação encontrou o passageiro peludo e de cauda farfalhuda, pediu à mulher para abandonar a aeronave. Ela recusou. Os tripulantes insistiram. Ela voltou a recusar. O confronto acabou por atrasar o voo em duas horas e obrigou à intervenção da polícia, que retirou a mulher e o esquilo do avião.

Devido ao incidente, os restantes passageiros tiveram ainda de desembarcar e voltar a embarcar.

“Um animal de apoio emocional pode viajar na cabine de um avião comercial ou privado com o seu dono, que não tem de pagar a taxa de transporte de animais”, lê-se nos regulamentos do Registo Oficial de Animais de Apoio emocional da América. Ou seja, o animal viaja gratuitamente.

Para que os animais sejam considerados desta forma, as companhias aéreas exigem que o passageiro tenha uma espécie de receita prescrita por um médico de saúde mental e ainda um aviso de que o animal vai acompanhar o dono. Segundo refere uma reportagem da revista “New Yorker”, encontrar alguém que prescreva essa receita - mesmo sem qualquer tipo de problema do foro psicológico - é relativamente fácil. Basta o Google e algum dinheiro.

Portanto, o problema neste caso foi mesmo o tipo de animal. A Frontier Airlines, a companhia aérea em causa, não permite roedores a bordo.