Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Deputados europeus querem acabar com plásticos descartáveis em 2021

JOHN WESSELS/Getty

O comércio de pratos, copos, talheres ou palhinhas de plástico descartável deverá ser banido da União Europeia dentro de três anos se a proposta apresentada esta quarta-feira vier a ser aprovada.

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

O comité de Ambiente e Saúde Pública do Parlamento Europeu (PE) aprovou esta quarta-feira um relatório em que sugere a proibição da produção e venda de plásticos descartáveis no Mercado Comum Europeu a partir de 2021. A proposta será votada na sessão plenária do Parlamento Europeu, que se realiza em Estrasburgo entre 22 e 25 de outubro.

O relatório, redigido pelo deputado liberal belga Fréderique Ries, contou com 51 votos a favor, 10 contra e três abstenções. O objetivo é acabar com o comércio de pratos, copos, talheres, palhinhas ou cotonetes descartáveis que são responsáveis por 70% do lixo marinho.

“Apesar de a Europa ser responsável por apenas uma pequena parte dos plásticos que poluem os nossos oceanos, deve ser um ator essencial para se encontrar uma solução para o problema do lixo marinho, tal como liderou o processo do combate às alterações climáticas”, afirmou Fréderique Ries.

Além das referidas embalagens, haverá mais a ser incluídas na lista até 2025, entre as quais as que envolvem hambúrgueres de fast-food, sandes, fruta e legumes ou outros alimentos comprados em superfícies comerciais. O projeto legislativo apresentado pretende também obrigar à recolha e reciclagem separada de 90% das garrafas de bebidas a partir da mesma data, ou seja daqui a sete anos. A ambição é “encorajar o uso de embalagens reutilizáveis ou de uso múltiplo assim como a reciclagem”, lê-se no comunicado enviado às redações.

As embalagens de tabaco e a quantidade de plástico nos filtros dos cigarros também vão ser objeto de medidas. O Parlamento Europeu lembra que os filtros levam no mínimo 12 anos a dissolver-se e quer que o plástico neles embutido seja reduzido para metade até 2025 e 80% até 2030. Outra das propostas na mesa visa obrigar as tabaqueiras e os produtores de artefactos de pesca a cobrirem os custos da recolha, transporte e tratamento dos resíduos de plástico.

Os redatores da proposta lembram que um único filtro de plástico pode contaminar 500 a mil litros de água quando vai parar à sarjetas e que os resíduos de material de pesca representam 27% do lixo encontrado nas praias.