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Trinta pessoas permanecem em pavilhão de Cascais à espera de voltar a casa

TIAGO MIRANDA

Cerca de 30 das pessoas retiradas de casa devido ao incêndio que deflagrou na serra de Sintra no sábado à noite, no distrito de Lisboa, permaneciam hoje de manhã num pavilhão de Cascais "com tranquilidade", enquanto os meios aéreos atacavam as chamas

Cerca de 30 das pessoas retiradas de casa devido ao incêndio que deflagrou na serra de Sintra no sábado à noite, no distrito de Lisboa, permaneciam hoje de manhã num pavilhão de Cascais "com tranquilidade".


O grupo inclui algumas famílias que trouxeram os seus animais domésticos e muitos estrangeiros que estavam no parque de campismo de Cascais, de onde foram retiradas cerca de 300 pessoas durante a madrugada, segundo as autoridades.


José Jorge, com cerca de 50 anos, foi para o pavilhão com a mulher, o filho, os pais e três cães. "Viemos por precaução e estou perfeitamente tranquilo porque sei que a minha casa está bem", disse à agência Lusa. Quando o fogo estava a cerca de 700 metros de sua casa, esta família saiu para a da irmã de José Jorge, na Charneca, mas também esta zona foi evacuada pelas autoridades cerca das 03:00 da madrugada.
José Jorge Afirmou que já passou por vários fogos, mas é a primeira vez que vem para um abrigo.


"O paradigma é que mudou. Antes, ficávamos lá a defender as nossas coisas. Agora temos de sair. Compreendo o novo paradigma, tendo em conta a salvaguarda das vidas humanas. Mas, de certa forma, preferia o antigo. Este é mais intranquilo", afirmou. No entanto, e por saber que a sua casa está bem, afirma que agora já está mais calmo.

No pavilhão, elementos da proteção civil e assistentes sociais distribuíram esta manhã o pequeno-almoço e, depois de pedirem ao jornalista da Lusa para sair, reuniram-se com as cerca de 30 pessoas ali abrigadas para lhes fazer um ponto de situação.
"Espero voltar a casa dentro de uma hora ou assim", salientou José Jorge.