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Vai refrescar neste domingo, mas não se assuste... o verão ainda não acabou

LUDOVIC MARIN/Getty

Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê descida da temperatura este domingo devido à passagem de uma massa polar, mas no início da próxima semana dará para continuar a ir à praia

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Depois de uma primeira semana de outubro com as temperaturas a andarem quatro a cinco graus Celsius acima da média para a época em várias pontos do país, o Verão tardio vai ter um pequeno interregno. “Mas é arriscado dizer que vai acabar”, nas palavras da meteorologista Maria João Frada, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A primeira massa de ar frio polar vai chegar no final da tarde deste sábado, fazendo as temperaturas mínimas descer até 10ºC e as máximas cair entre 2º e 5ºC em todo o território no domingo. Os termómetros deverão andar entre os 20ºC e os 25ºC, no Litoral Centro e Sul, mas “descer significativamente” para os 15º-18º mais a Norte. “Os ventos vão começar a soprar fortes na noite de sábado, podendo chegar aos 60 km/hora no litoral”, adverte Maria João Frada.

Prevê-se que a nortada acalme na segunda-feira e que a temperatura volte a subir com o auxílio de “uma massa de ar tropical que chegará no início da próxima semana”. Assim, alguns felizardos ainda poderão voltar a desfrutar da praia. Pelo menos até quarta-feira, já que a 11 de outubro é previsível que a chuva chegue devido à passagem de uma superfície frontal fria. Deverá ser “um episódio temporário”, estima a meteorologista.

Quanto ao próximo fim de semana, ainda é cedo para previsões. O IPMA apenas sabe que no final da próxima semana a tempestade tropical “Leslie” dará o ar da sua graça no Atlântico, mas sem um sinal claro quanto às suas consequências.

Recorde-se que este Setembro foi o mais quente desde que há registos, ou seja o mais quente dos últimos 87 anos, com uma “anomalia” que se cifrou 4ºC acima da média. A primeira semana de outubro avançou no mesmo registo com uma onda de calor sobretudo no interior do Alentejo. São os sinais de que as alterações climáticas já estão aí e de que as estações intermédias do ano começam a deixar de ser aquilo que eram.