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Sociedade

Recusas de entrada em Portugal aumentaram 74%

Ricardo Mussa

Pressão migratória chega do Brasil, facilitada pelos mais de trinta voos semanais de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza e Recife. Reportagem com o SEF na fronteira do aeroporto de Lisboa

Por entre magotes de turistas, escondem-se estrangeiros sem pretensões de lazer. Cidadãos de países terceiros que querem trabalhar e viver em Portugal, ou na Europa, mas que viajam sem visto adequado ou com documentos falsos. E há também (em muito menor número) criminosos, traficantes de droga, de mulheres e de menores. Até ao fim de agosto, no aeroporto Humberto Delgado, foi recusada a entrada a 2209 pessoas, mais 74% do que em igual período de 2017 (1269), valores que ultrapassam já os totais do ano passado neste posto de fronteira e até a nível nacional.

De entre os passageiros que não tiveram autorização de entrada em Portugal, 74% eram brasileiros (1655), seguindo-se os angolanos, paraguaios, marroquinos e venezuelanos. As principais causas para a recusa são a falta de prova das condições de estada (não têm dinheiro suficiente — €40/dia de permanência, alojamento pago ou carta-convite de um residente) e a ausência de visto válido ou adequado.

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