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Professores manifestam-se em Lisboa. “O tempo é para contar, não é para apagar”

MIGUEL A. LOPES / LUSA

Na quinta-feira, o Governo aprovou o decreto-lei que define que os professores vão recuperar dois anos, nove meses e 18 dias do tempo de serviço efetuado

Mais de meia centena de professores concentraram-se esta sexta-feira na Praça do Município, em Lisboa, onde decorreram as comemorações do 5 de Outubro, gritando que "o tempo é para contar, não é para apagar".

Os manifestantes juntaram-se atrás do pelourinho central da praça, depois das 'baias' de segurança, e começaram a gritar palavras de ordem mal terminaram os discursos do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

"O tempo é para contar, não é para apagar" e "nove anos, quatro meses, dois dias" foram as palavras de ordem dos manifestantes. Os professores fizeram-se acompanhar de cartazes com a mensagem "A República respeita os professores, o Governo não".

Na quinta-feira, o Governo aprovou o decreto-lei que define que os professores vão recuperar dois anos, nove meses e 18 dias do tempo de serviço efetuado, no último dia de uma semana de greves dos docentes contra esta medida.

Fenprof fala em decreto-lei “ilegal”

Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral da FENPROF, que estava junto aos docentes em protesto na Praça do Município, considerou que "o Governo está a desrespeitar, a desconsiderar os professores" e disse esperar que o chefe de Estado não venha a promulgar o decreto-lei, que é, na sua ótica, "ilegal".

Mário Nogueira pediu que seja marcada rapidamente uma reunião com o Presidente da República, na qual os professores explicarão as razões para que o decreto-lei "não seja promulgado".

O Presidente da República, que antes de sair da Praça do Município, deslocou-se até junto dos professores respondeu que "é uma questão agora de se marcar".

"E se isso não acontecer [promulgação do decreto], esperamos que a Assembleia da República faça baixar para a Comissão Parlamentar e que o decreto seja alterado no sentido de respeitar a lei", acrescentou Mário Nogueira.

Ana Cristina Gouveia, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, disse à Lusa que a lei que existe no Orçamento de Estado não foi cumprida e que isso "é uma falta de respeito para com os professores".