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A doce ansiedade das crianças

Comem como se não houvesse amanhã e quanto mais comem menos futuro têm. Há excesso de açúcar nos corpos infantis. Um retrato da dieta dos mais novos em Portugal e - através das incríveis imagens do fotógrafo norte-americano Gregg Segal - em várias regiões do mundo

Lá em casa não há bolachas. Nem chocolates, gomas, bolos ou gelados. Nada disso. Há fruta. E embora peçam, Henrique e Afonso Pinto não vão a restaurantes de fast food com os pais. Mas têm amigos e, sobretudo, uma avó gulosa. E, por isso, quando chegam a casa dela, agarram logo um pacote de bolachas e sentam-se em frente do computador. É o momento deles, uma paragem para o prazer. Os gémeos de 13 anos vivem em Lisboa e só quem os conhece bem consegue distinguir Afonso de Henrique, mas, mais do que o que os separa, o que importa é o que os une à imensa maioria das crianças em Portugal e no mundo: a enorme apetência pelo açúcar. Um desejo de doce, como quem pede um carinho. “Sweets for my sweet, sugar for my honey”.

Doces, bolos e bolachas correspondem a 59% da ingestão diária de açúcares adicionados, ou seja, açúcares acrescentados pela indústria, restauração ou pelo próprio consumidor, que vão além dos açúcares naturalmente presentes nos alimentos. Funcionam como uma algema invisível mas eficaz. Um dos efeitos deste deleite é que Portugal é o quinto país da Europa no ranking das crianças obesas.

As imagens captadas pelo fotógrafo norte-americano Gregg Segal expõem a realidade alimentar de um conjunto de crianças e jovens de todo o mundo, mas nem só de diferenças se faz este ensaio fotográfico publicado pelo Expresso. A globalização fez com que a paisagem alimentar se tornasse cada vez mais semelhante e essa é uma das piores notícias de “Daily Bread”

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