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Prisão domiciliária para investigador da PJM

Major Vasco Brazão é o nono arguido no caso de Tancos. Foi ouvido durante toda a terça-feira

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O major Vasco Brazão, ex-porta voz da Polícia Judiciária Militar (PJM), ficou em prisão domiciliária sem pulseira eletrónica. O militar é o nono arguido do caso da descoberta das armas de Tancos.

Durante todo o dia de terça-feira, o investigador da PJM foi ouvido no tribunal de instrução criminal no Campus da Justiça. À saída do interrogatório, que terminou depois da 1h00, o seu advogado Ricardo Sá Fernandes afirmou que considera esta uma medida equilibrada e que não vai recorrer.

O militar da PJM é suspeito de ter participado na operação de cobertura da entrega do arsenal roubado em Tancos em junho do ano passado. Segundo a investigação do DCIAP e da Unidade Nacional de Contra-Terrorismo da Polícia Judiciária o grupo de suspeitos é constituído por quatro militares da PJM, incluindo o então diretor daquele daquele órgão de polícia criminal, e três elementos da GNR de Loulé. Combinaram a entrega das armas com um dos alegados assaltantes de Tancos, que também foi detido na última semana.

Na sua página do Facebook, o major Vasco Brazão escreveu sobre o caso, a poucos dias de ser ouvido pelo juiz de instrução e quando se encontrava na República Centro-Africana em missão com as tropas portuguesas. Afirmou estar “arrependido mas de consciência tranquila” e mostrou apoio incondicional ao ao ex-diretor da PJM, o coronel Luís Vieira, que se encontra em prisão preventiva no âmbito da mesma operação.

A Operação Húbris tem nove arguidos.