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Sociedade

Ministro admite atraso de 10 anos no investimento em estruturas na Saúde

Adalberto Campos Fernandes

RUI MINDERICO/LUSA

Adalberto Campos Fernandes apresentou a estratégia para a hospitalização domiciliária, que vai criar em mais de 20 hospitais públicos unidades que permitirão aos doentes que estariam internados recuperar de uma doença aguda em casa, mas recebendo cuidados hospitalares

O ministro da Saúde admitiu esta quarta-feira que Portugal está com um atraso de 10 anos no investimento em infraestruturas e equipamentos na área sob sua tutela.

"Falta-nos muito investimento ainda. Estamos, um pouco por todo o país, finalmente, a ter intervenções nas infraestruturas e equipamentos. Estamos atrasados dez anos e temos muitos exemplos de como, dez anos depois, nos lamentamos do tempo perdido", disse Adalberto Campos Fernandes durante uma intervenção na cerimónia, em Lisboa, que lançou a estratégia da hospitalização domiciliária.

O ministro entende que o Governo está agora a fazer "a recuperação do investimento", mas avisa que isso será sempre feito "num quadro de rigor das contas públicas".

Como exemplos de investimentos em curso, Adalberto Campos Fernandes repetiu o que tem dito ao longos dos últimos meses: novo hospital central do Alentejo, hospital de Sintra, do Seixal, hospital da Madeira (com comparticipação do Governo central) e também o hospital de Lisboa Oriental.

Campos Fernandes tem também anunciado várias vezes 113 novos centros de saúde em lançamento ou em construção.

O Ministério da Saúde apresentou esta quarta-feira em Lisboa a estratégia para a hospitalização domiciliária, que vai criar em mais de vinte hospitais públicos unidades que permitirão aos doentes que estariam internados recuperar de uma doença aguda em casa, mas recebendo cuidados hospitalares.