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Inovação não impede aumento da despesa com a saúde

O diretor-executivo do Expresso moderou o debate Conversas de Inovação sobre saúde que contou com Marta Temido, sub-diretora do Instituto de Higiene e Medicina Tropical; Óscar Gaspar, vice-presidnete do cobselho geral da CIP; Paulo Cortes, presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia e ainda Vítor Papão, diretor-geral da farmacêutica Gilead

Nuno Botelho

Tema esteve em debate esta terça-feira de manhã no terceiro encontro Conversas de Inovação, este dedicado à saúde, organizado pelo Expresso e pela Gilead.

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

Inovar em saúde não é sinónimo de ter menos despesa. Pelo contrário, há quem entenda que, apesar da digitalização da economia e do sector em particular, da inteligência artificial aplicada aos métodos de diagnóstico e tratamento, da existência de cada vez mais medicamentos inovadores e disruptivos, como a cura para a hepatite C, os gastos com a saúde vão continuar a aumentar nos próximos anos.

Mas não é por causa do investimento que se faz nessa inovação que as despesas aumentam. Os especialistas da área da saúde até concordam que esse investimento vai trazer poupanças ao sistema. A premissa de que as despesas com saúde vão subir prende-se com os benefícios dessa mesma inovação.

"A despesa em saúde vai aumentar porque vamos viver mais tempo, temos uma população mais envelhecida e temos tecnologias que antes não tínhamos das quais as pessoas não estão dispostas a abdicar", disse o vice-presidente da CIP e líder da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Óscar Gaspar.

De facto, comentou por sua vez o presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia, Paulo Cortes, as pessoas vivem mais e terão, à partida, mais qualidade de vida, mas sendo mais velhos estão mais vulneráveis a ter mais doenças ou a ter cuidados continuados e isso representa uma despesa adicional nas próximas décadas.

Óscar Gaspar e Paulo Cortes foram dois dos oradores convidados do terceiro encontro Conversas de Inovação, um projeto do Expresso, desta vez em parceria com a farmacêutica Gilead, dado que o tema era inovação na saúde.

A eles juntaram-se ainda o diretor-geral da Gilead, Vítor Papão e a sub-diretora do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Marta Temido, num debate moderado pelo diretor executivo do Expresso, Martim Silva.

No encontro, que decorreu esta terça-feira de manhã no edifício Impresa, em Paço de Arcos, debateu-se este tema e outros, como a necessidade de mais organização nas instituições e profissionais, de uma maior eficiência e de uma melhor aplicação dos dinheiros públicos afectos à despesa. Falou-se ainda dos vários tipos de inovação e também do que se pode esperar no sector daqui a cinco anos, tendo em conta as rápidas mudanças que a digitalização da economia tem trazido.

Leia mais sobre este debate na edição deste sábado do jornal Expresso.