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Caso de Tancos. Investigador da PJM ouvido esta terça-feira

Nuno Botelho

Major Vasco Brazão passou a noite no presídio de Tomar. É o nono arguido da investigação Húbris

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O Major Vasco Brazão deverá ser ouvido esta terça-feira pelo juiz de instrução no âmbito da Operação Húbris. A informação foi avançada pelo seu advogado Ricardo Sá Fernandes.

A audição no tribunal de instrução criminal de Lisboa deverá realizar-se esta manhã.

O investigador da Polícia Judiciária Militar (PJM) estava em missão na República Centro Africana quando os investigadores do caso das armas de Tancos avançaram com oito detenções há precisamente uma semana. Entre os suspeitos de crimes como associação criminosa está o diretor da PJM, o coronel Luís Vieira. O grupo de militares da PJM e da GNR de Loulé é suspeito suspeito de ter combinado a entrega das armas de Tancos, roubadas em junho do ano passado, com um dos suspeitos do crime.

A operação encoberta não foi dada a conhecer à PJ nem ao DCIAP, titulares do inquérito. Um dos três militares da GNR de Loulé detido era amigo do único suspeito civil, João Paulino, e fez a ligação entre o ex-fuzileiro de 32 anos e a PJM.

O nome de Vasco Brazão surge porque segundo o MP forjou o telefonema anónimo que a PJM recebeu na madrugada de 18 de outubro do ano passado a dar conta de que as armas roubadas estavam num baldio na Chamusca.

Em declarações anteriores à detenção, Ricardo Sá Fernandes adiantou à Lusa ter enviado um pedido ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa. Segundo o advogado, o seu cliente “pretende esclarecer os equívocos” relacionados com a investigação do processo Operação Húbris, sobre a recuperação das armas furtadas em Tancos.

“Não houve a prática de nenhuns ilícitos da parte dele e das pessoas que ele comandou. Há um desfasamento entre instituições, mas nenhuma atividade criminosa”, declarou aos jornalistas Ricardo Sá Fernandes à porta do TIC, onde na passada quinta-feira começaram a ser ouvidos oito detidos no âmbito da investigação ao aparecimento do armamento furtado em Tancos.

O major Vasco Brazão passou a noite no presídio de Tomar.

(Notícia atualizada às 8h55)