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Detido inspetor da PJ Militar que coordenava investigação a Tancos

Militar estava em missão na República Centro-Africana e o regresso foi antecipado. Advogado diz que o seu cliente “pretende esclarecer os equívocos” relacionados com a investigação ao caso

Foi detido esta segunda-feira o inspetor da Polícia Judiciária Militar (PJM) que coordenava a investigação a Tancos, confirmou ao Expresso fonte ligada ao processo.

Vasco Brazão estava em missão na República Centro-Africana (RCA) e devia regressar a Lisboa esta terça-feira mas o voo foi antecipado. O militar vai passar esta noite no presídio militar de Tomar e será posteriormente - em data a confirmar - ouvido no tribunal, no âmbito da investigação do caso de recuperação de armas de Tancos.

Em declarações anteriores à detenção, o advogado Ricardo Sá Fernandes adiantara ter enviado um pedido ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa para que o major Vasco Brasão fosse ouvido pelo juiz esta quarta-feira.

Segundo o advogado, o seu cliente “pretende esclarecer os equívocos” relacionados com a investigação do processo Operação Húbris, sobre a recuperação das armas furtadas em Tancos.

“Não houve a prática de nenhuns ilícitos da parte dele e das pessoas que ele comandou. Há um desfasamento entre instituições, mas nenhuma atividade criminosa”, declarou aos jornalistas Ricardo Sá Fernandes à porta do TIC, onde na passada quinta-feira começaram a ser ouvidos oito detidos no âmbito da investigação ao aparecimento do armamento furtado em Tancos.