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Expo'98 encerrou há 20 anos

António Pedro Ferreira

A Exposição Mundial de 1998, em Lisboa, fechou as portas a 30 de setembro, depois de quatro meses com milhares de atividades culturais, que levaram à nova zona de Lisboa 11 milhões de visitantes

A Exposição Mundial de 1998, em Lisboa, fechou as portas há 20 anos, depois de quatro meses com milhares de atividades culturais, que levaram à nova zona de Lisboa 11 milhões de visitantes. Só na última noite passaram pelo recinto mais de 215 mil pessoas, a data com mais visitantes.

Com o tema "Os oceanos: um património para o futuro", a Expo'98 realizou-se de 22 de maio a 30 de setembro de 1998 para comemorar os 500 anos dos Descobrimentos Portugueses e foi um marco na renovação da zona oriental da cidade, que estava então muito degradada.
O evento teve a participação de 143 países e 14 organizações internacionais. Havia bilhetes de um dia (5 mil escudos, o equivalente a 25 euros), três dias (12.500 escudos, cerca de 62 euros), apenas para a parte da noite (12,50 euros) e um livre-trânsito que custava 50 contos (250 euros).

O logótipo da Expo'98 representava o mar e o sol e a mascote, uma grande onda azul, foi batizada de Gil, em homenagem ao navegador Gil Eanes.

A ideia surgiu em 1989 dos promotores da comissão para as comemorações dos 500 anos dos Descobrimentos portugueses António Mega Ferreira e Vasco Graça Moura e obteve o apoio do Governo, então liderado por Aníbal Cavaco Silva.

Os edifícios que serviram de base à Expo foram projetados com a intenção de serem reaproveitados para outras funções após o encerramento da exposição.
O projeto decorreu paralelamente à realização de grandes obras públicas como a nova linha vermelha do Metropolitano de Lisboa e a estação de comboios do Oriente, projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, além da ligação a sul com a construção da ponte Vasco da Gama.

A última noite da exposição acabou já na madrugada de 1 de outubro de 1998 e teve a maior enchente de visitantes, estimando-se que entraram no recinto depois das 20:00 cerca de 215 mil pessoas.

Este número é apenas indicativo, porque, a determinada altura, por razões de segurança, os torniquetes de entrada foram destrancados, permitindo o livre acesso.

Depois do encerramento, o recinto esteve fechado até 15 de outubro, reabrindo já como Parque das Nações.A entrada principal da exposição reabriu, entretanto, como centro comercial Vasco da Gama, os pavilhões que receberam os países convidados foram transformados na nova Feira Internacional de Lisboa, o Pavilhão da Utopia é atualmente o Altice Arena, o do Conhecimento transformou-se num museu e o Pavilhão do Futuro foi transformado no Casino Lisboa. O Oceanário manteve-se inalterado.

A zona envolvente do Parque das Nações foi sendo vendida para habitação e escritórios e hoje é uma das mais procuradas e caras de Lisboa.

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