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A evolução da espécie

O Hyundai Tucson foi renovado e tem mais e melhores argumentos. Num mercado onde a concorrência é cada vez maior, a marca coreana quer continuar a ser uma referência na relação preço/qualidade. O jornalista Rui Pedro Reis quis perceber o que muda neste SUV compacto

Rui Pedro Reis/SIC

O mercado movimenta-se a bom ritmo e ninguém quer ficar para trás. Prova disso é esta renovação do Hyundai Tucson, que acontece passados três anos do lançamento da atual geração. As mudanças vão para além dos pormenores de cosmética, porque há cada vez mais e melhores concorrentes.

Desde logo, é por dentro que se notam maiores diferenças. O tabliê foi renovado com o ecrã tátil a surgir agora destacado no topo e não inserido na consola central. Os materiais são mais agradáveis ao toque e há menor presença de plásticos duros. Além disso, há também novas combinações de cores, o que permite dar um visual mais jovem ao Tucson. O ecrã tem 7” na versão sem navegação e 8” quando está incluído o navegador. A versão maior inclui também conetividade Apple CarPlay e Android Auto. Quanto ao sistema de navegação, tem o atrativo de incluir atualizações vitalícias. Há ainda ligações USB à frente e atrás, um elemento cada vez mais essencial nos dias de hoje para dar energia aos telemóveis.

Por fora, o Tucson também muda, mas as transformações são menos evidentes. Há novas óticas LED, à frente novo para-choques e grelha, e atrás o portão tem novo desenho. O estilo mais dinâmico é acentuado por um escape com dupla ponteira.

Passo em frente

Com as novas normas de emissões WLTP a entrar em vigor, os construtores adotam outras soluções, em especial a nível de motorizações. A Hyundai atualiza o Tucson com duas variantes diesel e um gasolina. O motor a gasóleo é o 1.6 CRDi, com potências de 116 cv e 136 cv. O bloco a gasolina é o 1.6 GDi, com 132 cv. Este quatro cilindros é uma novidade e promete roubar alguma fatia de mercado aos diesel, que tem tendência a perder popularidade. Para o próximo ano está anunciada uma versão semi-híbrida.

SUV com filtros

Há muito que a eletrónica tomou conta dos automóveis e por isso o comportamento é cada vez mais filtrado. Levei algum tempo para descobrir diferenças no comportamento deste Tucson face ao anterior. A insonorização parece mais refinada e adivinha-se algum trabalho de ajustamento das suspensões, com a marca a assumir trabalho ao nível do eixo traseiro. De resto, o Hyundai Tucson afirma-se como a proposta sólida que já era. Notei-lhe a mesma direção com demasiada assistência, que se torna pouco precisa. Aqui podia ter havido intervenção, que era bem-vinda, até porque é a única crítica negativa que aponto (e já apontava) a este SUV compacto. O resto, está lá tudo. É fácil de conduzir, tem uma imagem dinâmica e uma bagageira que, com 513 litros, chega e sobra para uma viagem em família.

Uma questão de classe

Há boas notícias a chegar. Este Tucson revisto tem 1,12 metros de altura ao eixo dianteiro o que o coloca como Classe 2 nas portagens. Mas só até ao fim do ano. A partir de janeiro de 2019, entra em vigor a nova regulamentação que enquadra como Classe 1 os veículos até 1,30 metros. E já que estamos a fazer contas, importa dizer que nesta fase de lançamento o Hyundai Tucson tem uma campanha com financiamento que retira cerca de cinco mil euros ao preço final.

Ficha técnica Hyundai Tucson 1.6 CRDi 116cv Executive

Motor
1598 cc
116 cv
280 nm às 1500 r.p.m. - 2750 r.p.m.

Transmissão
Dianteira
Manual 6 velocidades/Automática 7 velocidades DCT

Prestações
175 km/h
11,8s dos 0-100km/h

Consumos
5,9 l/100 km ciclo misto
132g CO2/km

Preço €27.990 (preço de campanha com financiamento)