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SEF. Advogada suspeita de se dedicar à apresentação abusiva de pedidos de asilo

Operação do SEF revela fortes indícios do envolvimento da arguida numa célula em Dakar, Senegal, que “alegadamente indicava à suspeita a vinda de cidadãos estrangeiros para Portugal para, posteriormente, poder dar início aos processos de pedido de asilo”

No âmbito de uma investiigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), foi constituída arguida uma advogada, suspeita de se dedicar à apresentação abusiva de pedidos de asilo, de cidadãos estrangeiros a quem havia sido recusada a entrada em território nacional.

A “Operação Lingala” durou mais de um ano e envolveu o cumprimento de um mandado de busca a casa da advogada em causa, na zona de Lisboa, adianta o SEF numa nota emitida esta sexta-feira.

Segundo a mesma nota, existem também fortes indícios do envolvimento da arguida numa célula em Dakar, Senegal, que “alegadamente indicava à suspeita a vinda de cidadãos estrangeiros para Portugal para, posteriormente, poder dar início aos processos de pedido de asilo”.

“Após a instalação dos cidadãos estrangeiros no Espaço Equiparado a Centro de Instalação Temporária (EECIT) no Aeroporto de Lisboa, a quem fora recusada a entrada, a advogada comparecia imediatamente no EECIT, onde solicitava a consulta aos respetivos processos, bem como o contacto com os passageiros (na sua maioria nacionais de países africanos e cujos voos tinham origem em Dakar, Luanda e Casablanca), sem que tivessem solicitado a sua presença”, explica o SEF numa nota enviada às redações.

O pedido de asilo em nome do cidadão estrangeiro era então apresentado, para evitar o regresso forçado ao seu país de origem, entregando também a advogada uma procuração que a nomeava mandatária.

Durante as buscas efetuadas, “foi apreendido material informático e de comunicação utilizados pela suspeita, agendas, cadernos com indicação de valores cobrados, bem como comprovativos de transferências/receções de quantias monetárias via agências financeiras ou bancos”, conclui a nota do SEF.