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Caso de Tancos. Investigador da PJM que está em missão em África ouvido na 4.ª feira

O militar, em missão da União Europeia na República Centro Africana, vai viajar para Portugal na próxima terça-feira e será ouvido pela Justiça no dia seguinte

O major Vasco Brazão, investigador-chefe da Polícia Judiciária Militar (PJM), será o nono arguido no caso da investigação ao reaparecimento das armas de Tancos.

O militar, em missão da União Europeia na República Centro Africana, vai viajar para Portugal na próxima terça-feira e será ouvido pela Justiça no dia seguinte, segundo uma informação confirmada pelo Expresso.

Os outros oito arguidos, detidos no âmbito da operação que investiga o aparecimento das armas roubadas em Tancos, em outubro, foram identificados pelo juiz de instrução criminal João Bartolo na quinta-feira.

"Operação Húbris"

A primeira sessão de interrogatório judicial serviu para identificar os oito arguidos.

O diretor-geral da Polícia Judiciária Militar, Luís Vieira, foi detido na terça-feira, estando entre os oito visados por mandados de detenção emitidos na “Operação Húbris", relacionada com o caso das armas furtadas em Tancos.

Além de Luís Vieira, os mandados de detenção visaram outros três responsáveis da PJM, um civil e três elementos da GNR.

Fonte ligada à investigação referiu que este caso se prende com a encenação montada relativamente à descoberta e recuperação das armas que haviam sido furtadas em Tancos.

Na operação participaram cinco magistrados do Ministério Público e cerca de uma centena de investigadores e peritos da Polícia Judiciária.

O furto de material militar dos paióis de Tancos - instalação entretanto desativada - foi revelado no final de junho de 2017. Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

Em 18 de outubro, a Polícia Judiciária Militar recuperou, na zona da Chamusca, quase todo o material militar que tinha sido furtado, à exceção de munições de nove milímetros.

Contudo, entre o material encontrado, num campo aberto na Chamusca, num local a 21 quilómetros da base de Tancos, havia uma caixa com cem explosivos pequenos, de 200 gramas, que não constava da relação inicial do material que tinha sido furtado, o que foi desvalorizado pelo Exército e atribuído a falhas no inventário.