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Caso de Tancos. Diretor da Polícia Judiciária Militar e suspeito civil em prisão preventiva

Nuno Botelho

Prisão preventiva foi a medida de coação pedida para os oito suspeitos envolvidos no processo que investiga o reaparecimento das armas furtadas de Tancos em junho de 2017

Luís Vieira, diretor da Polícia Judiciária Militar, e o suspeito civil envolvido no caso das armas de Tancos vão ficar em prisão preventiva. A decisão foi tomada nesta sexta-feira pelo Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa.

Um comunicado do TIC adianta que os restantes seis arguidos ficam em liberdade, embora sujeitos a termo de identidade e residência, suspensão do exercício de funções, proibição de contacto com os coarguidos e com quaisquer militares das Forças Armadas, da GNR e elementos da Polícia Judiciária Militar.

O Ministério Público tinha pedido prisão preventiva para todos os suspeitos no caso do reaparecimento, na zona da Chamusca, das armas furtadas de um paiol em Tancos, em junho de 2017.

O caso envolve, até agora, oito suspeitos, incluindo o diretor-geral da Polícia Judiciária Militar, coronel Luís Vieira. Há outros três elementos da PJM entre o grupo de suspeitos, além de três membros da GNR de Loulé e um civil que terá sido o autor do furto do armamento.

O Ministério Público referiu que em causa estão "factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas".

O furto de material militar dos paióis de Tancos - instalação entretanto desativada - foi revelado no final de junho de 2017. Entre o material desaparecido estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

[Notícia atualizada às 19h56]