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MP exclui duas vítimas indiretas do incêndio em Pedrógão

Acusação do DIAP de Leiria não engloba uma idosa que morreu atropelada e um homem que viria a falecer um mês depois com problemas respiratórios

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista de Sociedade

A acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Leiria sobre o inquérito aos incêndios de 17 de junho do ano passado na região centro, a que o Expresso teve acesso, não engloba duas das vítimas mortais.

São 64 as pessoas identificadas na lista das pessoas que morreram nos fogos e não 66, o número completo de vítimas mortais.

Os dois nomes que não constam no documento de 212 páginas do MP são os de Alzira Costa, a idosa de 71 anos que morreu atropelada a fugir do fogo, e José Tomás, que viria a falecer mais de um mês depois, vítima do agravamento de problemas respiratórios. Nestas duas situações, está em causa a capacidade de provar o nexo causal entre a atuação daqueles operacionais e as mortes.

Estão também registados 38 feridos pelo DIAP de Coimbra.

Entre os doze acusados estão os presidentes das autarquias de Figueiró dos Vinhos, Jorge Abreu, e de Castanheira de Pera, Fernando Lopes. Bem como José Graça, vice-presidente de Pedrógão Grande.

Também são arguidos Mário Cerol, segundo comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, que dirigiu as operações no terreno; António Arnaut, comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, e Sérgio Gomes, comandante do CDOS que se internou no dia dos incêndios e numa primeira fase tentou dirigir o combate ao fogo à distância, pelo telefone.

  • MP acusa doze responsáveis por crimes de homicídio por negligência e de ofensa à integridade física por negligência na investigação aos incêndios de 17 de junho do ano passado que mataram 66 pessoas na região centro. Três autarcas e três responsáveis da Proteção Civil entre os arguidos