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Português condenado a 30 anos de prisão em França

Luís Carlos Freitas de Carvalho teria confessado que pretendia matar os pais, deitá-los na sua cama e incendiar a casa para receber o seguro e pagar as suas dívidas, que ascenderiam a 200.000 euros. Familiares tinham pedido a intervenção das autoridades para que ele fosse proibido de jogar

Um tribunal francês condenou nesta quarta-feira um cidadão português a 30 anos de prisão pelo homicídio da mãe e pela tentativa de homicídio do pai, ocorrido em Plaisir, nos arredores de Paris, em 2016. A pena aplicada ao português Luís Carlos Freitas de Carvalho, de 31 anos, foi hoje anunciada na Cour d'Assises des Yvelines, na cidade de Versalhes, onde decorria o julgamento desde segunda-feira.

O português estava acusado do crime, perpetrado a 15 de março de 2016, devido a várias dívidas ligadas à adição ao jogo, sobretudo apostas desportivas. Em fuga, o português foi encontrado e detido três dias depois e confessou, então, ter estrangulado a mãe e dado um golpe na cabeça do pai com o cabo de uma picareta.

Luís Carvalho contou que, na véspera, tivera uma discussão com os pais que descobriram que ele contraíra empréstimos de 27 mil euros em seus nomes e a mãe propôs falar com os credores para conhecer as condições do contrato. O pai, que morreu nove meses depois, tinha contado às autoridades que o filho contraía empréstimos em nome da família.

A investigação revelou, também, que os seus familiares tinham pedido a intervenção das autoridades para que ele fosse proibido de jogar e que foram encontradas pesquisas no seu telemóvel com palavras como "incêndio casa vela, investigação morte incêndio, seguro morte por incêndio, efeitos do éter" e "como matar alguém de um só golpe".

O jornal Le Parisien referiu que Luís Carlos Freitas de Carvalho teria confessado que pretendia matar os pais, deitá-los na sua cama e incendiar a casa para receber o seguro e pagar as suas dívidas, que ascenderiam a 200.000 euros.