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Ensino Superior. 9452 alunos colocados na 2ª fase

David Clifford

Quase metade dos candidatos não conseguiram vaga. Números do concurso nacional de acesso confirmam redução de entradas nas universidades e politécnicos

De um total de 17.100 candidatos à 2ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, houve 9.452 que conseguiram entrar agora nas suas opções. Os resultados acabam de ser divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) e confirmam a redução já verificada na 1ª fase, momento em que a maioria dos estudantes assegura a sua colocação.

De acordo com os dados totais para a 1º e 2ª fases do concurso, universidades e politécnicos vão receber por esta via 46.070 novos estudantes. São cerca de menos mil do que em igual período de 2017. No entanto, estas não serão as contas finais.

Além das mais de 5 mil vagas que sobraram e que as instituições de ensino superior podem decidir colocar a concurso numa 3ª fase, há ainda outras portas de entrada que, sobretudo no caso dos politécnicos, ajudam a compor as salas, como é o caso do concurso de acesso para maiores de 23 anos. Tudo somado, o Ministério da Ciência e do Ensino Superior estima que que ingressem no ensino superior público cerca de 73 mil novos estudantes, incluindo aqui os alunos que entram nos cursos superiores de cariz profissionalizante (Cursos Técnicos Superiores Profissionais).

Numa nota divulgada à comunicação social, a tutela destaca ainda o facto de o concurso ter incluído, pela primeira vez, um contingente especial para candidatos com deficiência, permitindo um número recorde de colocados nesta situação (231 no conjunto das duas fases).

Outras das notas remete para a decisão do ministro de cortar em 5% as vagas oferecidas pelas instituições de Lisboa e do Porto. A medida, que visa promover uma maior redistribuição dos alunos pelo país e estancar a saída das escolas localizadas em áreas de menor pressão demográfica, traduziu-se num ligeiro aumento do peso das colocações fora das duas maiores cidades: representam agora 54% do total de colocados face aos 53% de 2017.

Médias de 19 valores

Para esta 2ª fase do concurso, e como há sempre alunos que apesar de entrarem na 1ª fase acabam por não se inscrever ou por rever opções, havia vários cursos entre o leque dos mais disputados que tinham ainda vagas livres. Mas por serem tão poucas, acabam por ser ocupadas por alunos com médias tão ou mais elevadas que os colegas que entraram na 1ª fase. Foi o caso de Engenharia Física e Tecnológica no Instituto Superior Técnico, por exemplo. Os dois estudantes agora colocados entraram com médias de 19,95 e de 19,55 valores

O mesmo aconteceu com as vagas libertadas por não inscritos em Medicina. Na 2ª fase, os poucos que entraram fizeram-no com um mínimo de 18 valores (ciclo básico de Medicina nos Açores).

Quanto ao curso que deu que falar na 1ª fase por ter recebido uma única candidatura, mas de um estudante com a média de 18,94 valores – Engenharia Civil (ensino em inglês) na Universidade da Madeira – poderá mesmo não arrancar por falta de alunos. É que nesta 2ª fase do concurso nacional de acesso não recebeu nenhuma candidatura.

Não é caso único e existem ainda mais de 300 cursos, das mais diversas áreas, com vagas. As que forem colocadas a concurso na 3ª fase serão divulgadas a 4 de outubro.