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Pronto pagamento para a ADSE suspenso até dezembro

Equipa do ministro Adalberto Campos Fernandes chamou os prestadores privados e a ADSE para uma reunião de urgência na manhã desta segunda-feira. Fim do ano é a nova meta para encontrar uma solução. Até lá, fica sem efeito o anunciado pagamento a pronto nos hospitais da rede

Não demorou. O boicote da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) para impor aos utentes com o subsistema de saúde dos funcionários do Estado - ADSE a totalidade das despesas com o atendimento foi suspenso esta segunda-feira. Revelado pelo Expresso no passado sábado, o plano de contestação à ADSE foi travado pelo gabinete do ministro da Saúde, que decidiu intervir e na manhã desta segunda-feira sentou à mesa as duas partes do diferendo.

O impasse nas negociações, que decorrem desde o início do ano, culminou com a ADSE a impor o dia 1 de outubro como data para iniciar um conjunto de novas regras - como procedimentos de autorização prévia para cirurgias, exames de gastrenterologia e sessões de fisioterapia - , motivando a contestação geral do sector privado de Saúde. Em resposta, os prestadores calendarizaram para a mesma data o início de restrições no acesso dos beneficiários, impondo o pagamento a pronto.

O anúncio do boicote fez soar o alarme no Governo, levando-o a intervir. O Expresso sabe que a ADSE e os agentes privados comprometeram-se agora a reiniciar as negociações e a encontrar uma solução até ao final do ano. Assim sendo, até lá o acesso dos beneficiários vai manter-se sem alterações. Isto é, sem a obrigação de assumirem a despesa total no momento do atendimento.

A ADSE já tinha começado a dar sinais de cedência, admitindo um compasso de espera até novembro, mas os hospitais privados não recuaram de imediato. A decisão final sobre a eventual suspensão do boicote estava prevista para quarta-feira, quando a APHP vai reunir-se com os associados.