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Procurador Euclides Dâmaso: “PGR foi usada como arma de arremesso pelos partidos”

Procurador distrital de Coimbra critica processo de sucessão de Joana Marques Vidal "inquinado pela partidirização e fulanização do cargo". A crítica é dirigida ao PS e ao PSD

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista de Sociedade

O procurador Euclides Dâmaso confessa que foi "apanhado de surpresa" pela nomeação de Lucília Gago para o cargo de Procuradora-geral da República. apesar de reconhecer "elevado mérito" à magistrada e de ter "as melhores expectativas" em relação ao se desempenho, O procurador geral distrital de Coimbra critica o que chama de processo de sucessão "indevidamente inquinado pela partitidirização e fulanização" da PGR que terá sido usada "como arma de arremesso entre os partidos". Ou seja: "De um lado o PSD que queria a continuidade da PGR e do outro o PS que não queria. Uma luta".

Para Euclides Dâmaso, "é preciso acabar com o mito de que o PGR ou os membros da hierarquia do MP influenciam o rumo dos processos". "São os titulares que tomam as decisões", diz o magistrado. "A PGR não é decisiva nem determinante".

O procurador defende que o mandato de PGR é "longo, único e não renovável" e acredita que Lucília Gago fará um bom mandato "na linha de Joana Marques Vidal, ainda que com estilos diferentes". "Joana Marques Vidal racionalizou e modernizou o MP como não se via desde o tempo de Cunha Rodrigues. Deu incentivos e respaldou grandes investigações como nunca.se viu a um nível histórico".

Lucília Gago foi nomeada ontem como nova PGR e tomará posse no dia 12 de outubro.