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Hospital das Forças Armadas à espera de 47 médicos

Rotatividade preocupante de médicos militares e dependência excessiva dos avençados. Estas são algumas das preocupações sobre o HFAR da Comissão de Defesa

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O Hospital das Forças Armadas (HFAR) tem dificuldade em contratar civis e continua à espera da contratação de 47 médicos. "Mesmo que autorizada a contratação, prevê-se insucesso por ausência de competitividade no que concerne a remunerações e áreas clínicas por excelência, relativamente ao restante Sistema Nacional de Saúde".

Esta é uma das preocupações espelhadas no relatório saído da visita da Comissão de Defesa Nacional àquela instituição de saúde militar, a que o Expresso teve acesso.

De acordo com o documento, existe uma dependência "excessiva" em prestadores de serviços e de avençados, sendo por isso previsível um "fraco empenhamento na missão do HFAR".

A Comissão de Defesa Nacional considera ainda "preocupante" o turnover (rotatividade) de médicos militares. E aponta a incerteza temporal na obtenção de receitas a longo prazo que "não permite realizar um planeamento financeiro rigoroso".

Ainda assim, as receitas próprias já representam 70% do orçamento total do HFAR.