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Sociedade

Há 500 novos contratos de trabalho atribuídos a investigadores doutorados

Concurso individual de estímulo ao emprego científico seleciona 12% dos candidatos, revela a Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Virgílio Azevedo

Virgílio Azevedo

Redator Principal

São 500 novos contratos de trabalho atribuídos a investigadores doutorados, que foram divulgados esta terça-feira pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a principal agência portuguesa de apoio à investigação científica, e surgem no âmbito dos resultados do "1.º Concurso de Estímulo ao Emprego Científico - Individual", lançado em 2017.

Os contratos abrangem todas as áreas científicas e quatro categorias: 276 contratos de investigador júnior, 154 de investigador auxiliar, 66 de investigador principal e quatro de investigador coordenador. A FCT adianta que "os candidatos foram selecionados através de um processo de avaliação e classificação realizado por 25 painéis internacionais", tendo cada painel a mesma taxa de contratos financiados, que corresponde aproximadamente a 12% dos candidatos a concurso.

Dos 500 doutorados selecionados 52% são mulheres e 20% são estrangeiros, o que revela, segundo a FCT, "a forte atratividade internacional do país". Os contratos de trabalho deverão ser assinados entre os investigadores e as instituições de acolhimento num prazo de 90 dias após a assinatura dos contratos-programa entre estas instituições e a Fundação.

Recorde-se que os últimos dados do Observatório do Emprego Científico, divulgados na semana passada, revelam que desde janeiro de 2017 já foram contratados 745 investigadores e professores doutorados e que "estão atualmente em execução mecanismos que permitirão contratar, pelo menos, mais 4639 doutorados". Estes mecanismos incluem ingressos na carreira e contratos a termo. Até agora abriram 1910 concursos para a transformação de bolsas de investigação em contratos e poderão abrir em breve mais 1814 com financiamento da FCT.