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Número de jovens internados em centros educativos aumentou 13% no final do primeiro semestre

Segundo os dados provisórios dos centros educativos, a taxa de ocupação, em junho de 2018, era de 104%, voltando o número de jovens a ser superior à lotação, situação que já não ocorria desde agosto de 2017

O número de jovens internados nos centros educativos aumentou 13% no final do primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2017, totalizando 172, revela a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

“Em 30 de junho de 2018 o número de jovens internados foi de 172. Relativamente ao mês homólogo de 2017, existiam mais 21 jovens internados, o que correspondeu a um crescimento em cerca de 13%”, refere a DGRSP no seu último relatório.

Segundo os dados provisórios dos centros educativos, a taxa de ocupação, em junho de 2018, era de 104%, voltando o número de jovens a ser superior à lotação, situação que já não ocorria desde agosto de 2017.

Aquele organismo tutelado pelo Ministério da Justiça refere que este aumento se deve, essencialmente, à subida, em junho, dos jovens que se encontravam a cumprir a medida cautelar de guarda (pressupõe a existência fundada de perigo ou fuga ou cometimento de outros crimes), que aumentou 125% face ao mês anterior.

De acordo com a DGRSP, 10% dos jovens estavam a cumprir a medida cautelar de guarda e 90% a medida tutelar de internamento (tem como objetivo levar a um modo de via social e juridicamente responsável por via do afastamento temporário do seu meio habitual e da utilização de programas e métodos pedagógicos, interiorização de valores).

Este organismo ressalva que um dos 172 jovens internados estava, no final do primeiro semestre, em ausência não autorizada (não regressou após autorização de saída).

A maior parte dos jovens (67%) encontra-se internado nestes centros ao abrigo do regime semiaberto, existindo 17% em regime aberto e 16% no fechado.

Metade dos jovens internados cometeu crimes contra pessoas, sendo as ofensas à integridade física e ameaça e coação os principais crimes, e 44% contra o património, com os roubos e furtos a liderar.

A DGRSP adianta que 87% dos jovens são rapazes e 13% eram de nacionalidade estrangeira, sendo a faixa etária predominante nos rapazes os 16 anos e nas raparigas os 15.

Mais de metade dos jovens internados nos centros educativos foi alvo de processos oriundos de tribunais da área da Grande Lisboa.