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Incêndios: Detido suspeito de atear dois fogos em Monchique nos últimos dias

Fogo que percorreu Monchique durante a primeira semana de agosto consumiu 26.763 hectares de matos, floresta e áreas agrícolas e pelo menos 33 casas de primeira habitação

Tiago Miranda

Judiciária declarou que se trata de um homem “de nacionalidade estrangeira, mas morador em Portugal há mais de duas décadas”. Há “fortes indícios de que seja autor de dois focos de incêndio florestal”, na sexta-feira e no domingo na vertente sul da serra, no distrito de Faro

A Polícia Judiciária de Portimão deteve no domingo um homem de 40 anos suspeito de ter ateado dois fogos florestais, nos últimos dias, na serra de Monchique. Em comunicado, a PJ adianta que sobre o homem, "de nacionalidade estrangeira, mas morador em Portugal há mais de duas décadas", recaem "fortes indícios de que seja autor de dois focos de incêndio florestal", na sexta-feira e no domingo na vertente sul da serra, no distrito de Faro.

As ignições "consumiram áreas muito reduzidas de floresta" e só não originaram grandes incêndios "graças à pronta intervenção dos populares e dos bombeiros que se encontravam na zona em operações de rescaldo de um outro incêndio ocorrido anteriormente na mesma zona, com origem totalmente diversa".

Na noite de sexta-feira lavrou durante quatro horas numa zona próxima, na localidade de Palmeira, outro incêndio florestal que causou ferimentos ligeiros num bombeiro. O suspeito detido no domingo vai agora ser presente à autoridade judiciária competente para a eventual aplicação de medidas de coação.

A serra de Monchique foi este ano atingida por um grande incêndio, entre 3 e 10 de agosto. Quarenta e uma pessoas ficaram feridas, uma das quais em estado grave. De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, as chamas consumiram 27.635 hectares.