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Cancro: ensaios clínicos são oportunidade de poupança para o Estado

(Da esquerda para a direita) José Diniz, representante da Sociedade Portuguesa de Oncologia, Laranja Pontes, presidente do IPO Porto, a deputada Maria Antónia Almeida Santos, a doente oncológica Sandra Lucas e Tamara Milagre, presidente da Associação Evita

Jose Fernandes

Esta foi uma das conclusões da conferência hoje realizada no Instituto Português de Oncologia do Porto sobre o tema "Tenho Cancro. E depois?", uma iniciativa da SIC Notícias e do Expresso em parceria com a Novartis

Os ensaios clínicos de tratamentos inovadores que as farmacêuticas patrocinam são uma oportunidade a explorar pelos hospitais portugueses, quer pelos anos de vida que podem acrescentar aos doentes oncológicos, quer pelos milhões de euros que podem poupar ao Orçamento do Estado.

Esta foi uma das conclusões da conferência hoje realizada no Instituto Português de Oncologia do Porto sobre o tema "Tenho Cancro. E depois?", uma iniciativa da SIC Notícias e do Expresso em parceria com a Novartis.

"Já participei em ensaios clínicos, mas não sou um rato de laboratório. Há fiabilidade e segurança nos ensaios, o doente ganha sobrevida e o Orçamento do Estado também poupa", explicou a biotecnóloga e doente oncológica, Sandra Lucas.

Tamara Milagre, presidente da EVITA - Associação de Apoio a Portadores de Alterações nos Genes Relacionados com Cancro Hereditário, referiu que é papel das associações explicarem que os ensaios clínicos são "uma coisa boa que traz novos medicamentos ao mercado, que os doentes têm uma vigilância maior, acesso a tratamentos melhores e que pior não vão ficar".

A deputada e vice-presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, Maria Antónia Almeida Santos, chamou ainda a atenção para a "pluripotencialidade" deste investimento, já que os avanços alcançados no tratamento de um determinado cancro podem beneficiar o tratamento de vários outros.

O representante da Sociedade Portuguesa de Oncologia, José Diniz, sublinhou os outros serviços nacionais de saúde que já estão a tirar partido deste investimento estrangeiro que são os ensaios clínicos: " Isto é um jogo de competição. E nós em Portugal temos andado a dormir, enquanto aqui ao lado, em Espanha, estão num momento vibrante".

Para poder captar mais ensaios clínicos para o IPO Porto, Laranja Pontes, o seu presidente, pede apenas uma coisa ao Governo: maior autonomia para contratar o pessoal necessário.