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Operação Marquês. Santos Silva diz que esteve oito anos a ser investigado ilegalmente

Ministério Público é acusado pela defesa de Carlos Santos Silva de ter usado métodos que lembram o tempo da PIDE para manter sob vigilância este amigo de José Sócrates entre 2005 e 2013, antes de o inquérito-crime da Operação Marquês ter sido aberto

A advogada de Carlos Santos Silva parece ter apontado aos calcanhares do Ministério Público (MP) no seu pedido para abertura de instrução da ‘Operação Marquês’. Paula Lourenço entregou esta quinta-feira um requerimento com 238 páginas em que evoca os “tempos de má memória”, numa alusão à PIDE, para se referir aos métodos que classifica como “ilegais” usados pela equipa do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) que conduziu a investigação a José Sócrates e a Santos Silva, amigo de infância do ex-primeiro-ministro e considerado como o seu principal testa de ferro em vários esquemas de corrupção montados durante o período em que Sócrates chefiou o Governo.

A tese apresentada pela defesa do empresário promete vir a ser um dos pontos mais polémicos da instrução da ‘Operação Marquês’, a fase em que, depois de o MP ter concluído a acusação contra 28 arguidos em outubro do ano passado, um juiz vai ter de decidir nos próximos meses se todos eles vão a julgamento ou se alguns serão dispensados disso.

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