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Expresso

Sociedade

Há museus portugueses em risco

Vista geral da Sala de Portugal na Sociedade de Geografia em Lisboa

Jose Fernandes

Sistemas antifogo de algumas instituições estão obsoletos, alerta ex-secretário de Estado da Cultura. Sociedade Portuguesa de Geografia é caso mais grave. Está em risco um acervo mundial único

Há uma ‘bomba-relógio’ por trás de duas portas fechadas, à direita da escada que recebe o visitante que chega à Sociedade de Geografia, em plena Baixa de Lisboa. A pequena sala que abriga um posto de transformação da EDP, com uma placa que avisa para “perigo de morte”, está transformada num espaço de arrumos, para onde são atirados um aspirador de pó e dois escadotes de 12 metros usados para trocar as lâmpadas das salas de exposição.

O transformador é o que mais preocupa os responsáveis pela manutenção do edifício onde, desde 1875, está instalada a sede da Sociedade, que acolhe coleções ímpares no mundo, com peças sobretudo de origem africana e asiática, 5500 documentos cartográficos e uma biblioteca com 71 mil monografias. Este está longe de ser, contudo, o único problema da instituição, que sofre de um subfinanciamento crónico.

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