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Sociedade

Em quatro cursos do Técnico ninguém entra com menos de 18 valores

David Clifford

Nota do último colocado em Engenhara Física e Tecnológica subiu para 18,9. Engenharias e Medicina dominam o top das classificações mais altas

Já pertenciam ao Instituto Superior Técnico (IST) da Universidade de Lisboa os dois cursos a exigirem classificações de entrada mais elevadas. Este ano, a situação repete-se mas com uma inversão: Engenharia Física e Tecnológica passou a ser o mais exigente e o último aluno a entrar na 1.ª fase do concurso nacional de acesso consegui-o com uma nota de candidatura de 18,9 valores. Logo a seguir surge o mestrado integrado em Engenharia Aeroespacial, com uma nota mínima de ingresso de 18,85 valores. No primeiro curso entraram 61 novos alunos, no segundo 81.

Ao todo, existem 10 cursos onde não se entra com menos de 18 valores numa escala de 0 a 20. Quatro são lecionados no IST. Aos dois já referidos juntam-se Matemática Aplicada à Computação (18,35) e Engenharia Biomédica (18,1).

A Universidade do Porto surge também em destaque com cinco cursos na lista dos mais exigentes. São eles Engenharia e Gestão Industrial (18,63 valores de mínima), Bioengenharia, Medicina no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e também na Faculdade de Medicina e ainda Línguas e Relações Internacionais.

A Universidade do Minho, com o seu mestrado integrado em Medicina, completa este top 10.

De referir ainda o curioso caso do único aluno colocado no curso de Engenharia Civil (ensino em inglês) da Universidade da Madeira, que entrou com 18,94 valores.

Os menos procurados

Os dados que acabam de ser divulgados pelo Ministério do Ensino Superior também permitem perceber, por outro lado, quais os cursos que, pelo menos nesta fase, atraíram menos candidatos.

Entre os 1068 que abriram vagas, houve 182 que receberam menos de 10 estudantes. A maioria é lecionada em institutos politécnicos e está concentrada na área das engenharias. As formações em Engenharia Civil da UBI (zero colocados), da UTAD (1) são apenas dois exemplos.

Física em alta

Já em relação a duas das áreas em que o Governo tem reforçado a aposta, incentivando ao aumento da oferta, o caso da Física merece destaque: as vagas aumentaram 25% desde 2016/17 e nesta fase do concurso foi ocupada a totalidade dos lugares disponíveis, sublinha o Ministério.

Os cursos em Tecnologias de Informação, Comunicação viram o número de colocados diminuir em 2% face ao ano anterior, mas comparando com 2016/17 regista-se um aumento de 6,3%.

Consulte aqui a lista das colocações.